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Correio da Manhã

Cultura

Ponce e Pedrito saíram aos ombros na Moita

A expectativa não se gorou e os aficionados autênticos ao toureio a pé, que na tarde do passado domingo encheram meia casa da praça Daniel do Nascimento, viveram uma excelente tarde de toiros. Possível porque o maestro de Xativa sacou ao quinto da tarde uma faena mágica, a um toiro cuja investida foi domando com temple, ligação, profundidade e perfume que só estão ao alcance das figuras históricas.
17 de Setembro de 2012 às 14:50
Pedrito de Portugal na corrida na Moita do Ribatejo
Pedrito de Portugal na corrida na Moita do Ribatejo FOTO: A-GOSTO.COM/João Dinis

E naturalmente também porque Pedrito de Portugal (que contou com o melhor lote e continuamos a perguntar porquê não chegou a plano maior no mundo dos toiros?) esteve em toureiro assentado e seguro no aproveitamento da qualidade dos oponentes, sobretudo nos segundo e quarto da tarde, com o capote, e mais ainda com a muleta.

Naquele seu estilo “ojedista” que chega às bancadas e conduz ao êxito, em duas faenas variadas e profundas, aliando o temple, o mando, a ligação e o toureio puro, com um senhorio de quem toureia mais tardes.

O comportamento dos toiros de Hermanos Sanpedro, “justos” de força mas no geral nobres e suaves (excluídos primeiro e terceiro, tardos e de irregular investida) contribuíram para um espectáculo de excelente nível, que até deu para o brilho das “quadrilhas”, (com brega perfeita e chamada especial na lide do sexto), e com o justíssimo remate do passeio “aos ombros” dos dois matadores, mercê de faenas que seriam de “orelhas” numa corrida integral. Ricardo Pereira, assessorado pelo dr. José Luís Duarte Cruz, dirigiu com acerto as duas horas de uma corrida que valeu pela sua boa qualidade.

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