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Correio da Manhã

Cultura
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Primeira ‘serial killer’ portuguesa no Teatro Trindade

Maria Henrique apresenta-se a solo na peça ‘Luiza de Jesus – A Assassina da Roda’.
André Filipe Oliveira 16 de Maio de 2021 às 09:37
Maria Henrique encena e interpreta monólogos sobre Luiza de Jesus
Maria Henrique encena e interpreta monólogos sobre Luiza de Jesus FOTO: Sérgio Lemos
A luz escura e os poucos elementos em cena marcam o simbolismo do infanticídio e da vida de Luiza de Jesus, a última mulher a ser executada em Portugal, em 1772. Maria Henrique encena e interpreta a primeira ‘serial killer’ portuguesa, responsável pela morte de mais de 30 recém-nascidos, na peça ‘Luiza de Jesus – A Assassina da Roda’, a partir do texto de Rute de Carvalho Serra, em cena na Sala Estúdio do Teatro da Trindade, em Lisboa. Para a atriz este é um desafio sem igual, quer pela figura representada, quer pelo impacto da temática. “Nós, humanos, temos várias camadas, as pessoas têm vários contextos. Quero dar a conhecer esta mulher nas suas diferentes dimensões”, explicou ao CM, revelando que levou a cabo um trabalho muito exaustivo. “Existem diferenças para os tempos de hoje, mas não é uma personagem datada, caso contrário não seria percetível, e depois tem o seu próprio léxico e expressão corporal”, revelou.

O lado mórbido da temática é, para a intérprete, um elemento-chave. “Acho que o que atrai o público é a curiosidade, mas isso é bom. É importante estarmos em alerta e perceber os comportamentos da sociedade no passado e na atualidade”, completou.

PORMENORES
Espetáculo
Os bilhetes para a peça ‘Luiza de Jesus – A Assassina da Roda’, em cena na Sala Estúdio, do Teatro da Trindade, até 30 de maio, custam entre 9 e 12 euros.

Adaptação de romance
Interpretação de Maria Henrique nasce a partir do livro ‘A Assassina da Roda’, de Rute de Carvalho Serra, que investigou durante vários anos a vida de Luiza de Jesus, identificada como a primeira assassina em série portuguesa. A autora enquadrou a sua história no contexto histórico e social da figura de um Portugal no pós-terramoto de Lisboa, em 1755.
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