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Correio da Manhã

Cultura
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Pulp com noite histórica

Ao segundo dia o Paredes de Coura recebeu um concerto que entra para a história do festival. Os Pulp eram a banda mais aguardada e não desiludiram, na madrugada de quinta-feira, os 20 mil festivaleiros presentes.
20 de Agosto de 2011 às 00:30
Pulp reinaram no palco mas Erlend Oye fez concorrência no rio
Pulp reinaram no palco mas Erlend Oye fez concorrência no rio FOTO: D.R.

Passavam minutos da meia--noite quando Jarvis Cocker subiu ao palco, com aparência franzina, óculos de nerd e pose inconfundível. Quem assistiu ao concerto a solo, em 2009, viu o mesmo Jarvis, mas com o brilho especial de uma banda que conquistou milhões de fãs.

Todos fizeram questão de acompanhar do início ao fim um espectáculo de luz e som que contou com temas como ‘Pencil Skirt', ‘Something Changed' ou "Common People". "Melhor do que há dois anos, sem dúvida", afirmou o eufórico Jaime Santos, de 32 anos, que veio de Penafiel com dois amigos. "Jarvis Cocker é Jarvis Cocker, mas com a banda é outra coisa. Os Pulp marcaram-me muito", disse.

Numa quinta-feira de calor intenso, Erlend Oye, dos Kings of Convenience, não resistiu a mergulhar no rio Tabuão, sentando-se num barco de borracha para tocar alguns acordes de guitarra em tronco nu, perante o olhar incrédulo de milhares. Ao final da tarde, os Crystal Stilts abriram o palco principal, antecedendo os Twin Shadow, de George Lewis Jr., que arrancaram passos de dança a um recinto que enchia à medida que a noite caía. O rock experimental das nova-iorquinas Warpaint e o som psicadélico dos Blonde Redhead completaram o cartaz principal antes dos Pulp.

Ontem destacaram-se as actuações dos Battles, Deerhunter e dos Kings of Convenience.

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