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Correio da Manhã

Cultura
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Retratos dos sonhos de sem-abrigo da capital

'Sempre Quis Ser' retrata os sonhos que os pedintes de Lisboa não conseguiram realizar.
N.N.C. 15 de Dezembro de 2014 às 17:25
“Ai meninos! Sempre quis ser doutora. A vida nem sempre é como nós queremos não é?!”
O que sempre quis ser? A resposta foi rápida: arquiteta
Pedreiro é o que queria ter sido este sem-abrigo que todos os dias dorme no mesmo banco de Santa Apolónia, Lisboa
'Faço uns biscates de vez em quando, o que aparece.' Mas o seu sonho era ser jogador de futebol
'Já ajudei a construir muitos edifícios onde estão agora os culpados de eu estar aqui.' O seu sonho sempre foi dirigir obras, mas 'não havia dinheiro para tirar o canudo'
O seu sonho sempre foi ensinar as crianças a ler e a escrever, apesar de ela própria não saber
Apesar de nunca ter conseguido 'sempre quis ser professora, ia ter jeito para ensinar a ler, escrever e para ralhar também'
Tem 22 anos. Dorme colado às montras da rua Augusta. O seu maior sonho era ser feliz
De nacionalidade turca, está em Portugal há pouco tempo. Nunca conseguiu arranjar trabalho. Queria ser informático
'Custa mais ser sem-abrigo à noite, é aí que somos olhados de lado. O sol nasce e aí somos todos iguais.' Queria ter sido professor
“Ai meninos! Sempre quis ser doutora. A vida nem sempre é como nós queremos não é?!”
O que sempre quis ser? A resposta foi rápida: arquiteta
Pedreiro é o que queria ter sido este sem-abrigo que todos os dias dorme no mesmo banco de Santa Apolónia, Lisboa
'Faço uns biscates de vez em quando, o que aparece.' Mas o seu sonho era ser jogador de futebol
'Já ajudei a construir muitos edifícios onde estão agora os culpados de eu estar aqui.' O seu sonho sempre foi dirigir obras, mas 'não havia dinheiro para tirar o canudo'
O seu sonho sempre foi ensinar as crianças a ler e a escrever, apesar de ela própria não saber
Apesar de nunca ter conseguido 'sempre quis ser professora, ia ter jeito para ensinar a ler, escrever e para ralhar também'
Tem 22 anos. Dorme colado às montras da rua Augusta. O seu maior sonho era ser feliz
De nacionalidade turca, está em Portugal há pouco tempo. Nunca conseguiu arranjar trabalho. Queria ser informático
'Custa mais ser sem-abrigo à noite, é aí que somos olhados de lado. O sol nasce e aí somos todos iguais.' Queria ter sido professor
“Ai meninos! Sempre quis ser doutora. A vida nem sempre é como nós queremos não é?!”
O que sempre quis ser? A resposta foi rápida: arquiteta
Pedreiro é o que queria ter sido este sem-abrigo que todos os dias dorme no mesmo banco de Santa Apolónia, Lisboa
'Faço uns biscates de vez em quando, o que aparece.' Mas o seu sonho era ser jogador de futebol
'Já ajudei a construir muitos edifícios onde estão agora os culpados de eu estar aqui.' O seu sonho sempre foi dirigir obras, mas 'não havia dinheiro para tirar o canudo'
O seu sonho sempre foi ensinar as crianças a ler e a escrever, apesar de ela própria não saber
Apesar de nunca ter conseguido 'sempre quis ser professora, ia ter jeito para ensinar a ler, escrever e para ralhar também'
Tem 22 anos. Dorme colado às montras da rua Augusta. O seu maior sonho era ser feliz
De nacionalidade turca, está em Portugal há pouco tempo. Nunca conseguiu arranjar trabalho. Queria ser informático
'Custa mais ser sem-abrigo à noite, é aí que somos olhados de lado. O sol nasce e aí somos todos iguais.' Queria ter sido professor

Quando passa por um sem-abrigo na rua pensa nos sonhos que este não conseguiu realizar? São alguns desses desejos que estão retratados na exposição fotográfica gratuita Sempre Quis Ser, patente na estação de metro do Cais do Sodré, em Lisboa, até dia 28 de dezembro. São dez imagens a preto e branco dos sem-abrigo da capital que escreveram numa ardósia o que queriam ter sido um dia. Sonhos que não se concretizaram e que poderão nunca acontecer.

Esta exposição é um projeto de dois jovens de 19 anos, ambos naturais de Portimão. João Porfírio fez o trabalho fotográfico, Catarina Fernandes completou as imagens com textos. Para os dois estudantes o objetivo principal é "levar esta exposição ao encontro das pessoas, levá-las a refletir sobre o fenómeno dos sem-abrigo e fazê-las lutar pelos seus sonhos, não permitindo que os seus objetivos caiam no esquecimento".

Veja aqui as imagens:

sem-abrigo sonhos fotografia exposição
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