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Correio da Manhã

Cultura
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UM AMERICANO EM PARIS

O arranque deste filme de Roman Coppola - que chega a Portugal com dois anos de atraso - bem poderia induzir que se trata de uma versão mal amanhada do célebre musical “Um Americano em Paris”. Mas “CQ” é uma visão “trash” da história do cinema, vista à luz dos anos 60.
27 de Junho de 2003 às 00:00
O filme é uma mistura de sonho e pesadelo
O filme é uma mistura de sonho e pesadelo
A história inicia-se em 1969, quando um jovem americano tenta a sua sorte como realizador, em Paris. Enquanto vai sobrevivendo graças a um trabalho técnico - num filme de ficção científica, que remete para o excêntrico “Barbarella”, de 1968, e cuja acção decorre no longínquo ano de 2001 - idealiza de “cinema vérité”, um género muito em voga na época, em que o cinema regista o quotidiano.
Mistura de sonho e pesadelo, este filme recria a própria história do cinema, num período que mudou as mentalidades e a própria noção de filme. Afinal, os anos 60 foram também a época que marcou a ideologia do lendário Francis Ford Coppola, pai do autor de “CQ”.
E é essa marca familiar que Roman Coppola (37 anos), apresenta nesta sua primeira longa-metragem. Misturando a cultura do vídeo musical e algum material de família, nota-se à distância que "CQ" é um filme feito por alguém que desde cedo conhece os truques do cinema e consegue dosear a absorção da cultura “trash”europeia com a prática americana. Para ver, como um exercício de cinema.
OUTROS FILMES
VELOCIDADE FURIOSA
Filme de acção de John Singleton, “Velocidade Furiosa” é mais uma história que mistura carros velozes, sujeitos musculosos e belas raparigas. A história gira em torno de polícias e ladrões, apanhados na teia da intriga e da corrupção. Mas tudo acaba por ser descoberto por uma espampanante agente disfarçada.
SERENATA DA MORTE
Seguindo a escola de “Scream”, este filme vive de uma boa banda sonora e de uma galeria de personagens que misturam o humor com a actualidade. Internet e maus alunos andam lado a lado, num filme que mostra como o cinema espanhol está de boa saúde. Interpretações de Silke, Jorge Sanz e Eusébio Poncela.
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