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Correio da Manhã

Cultura
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Western à prova de bala (COM TRAILER)

A Sudeste... algo de novo! Com o realizador Quentin Tarantino a bordo, o género que explora as raízes americanas não podia ser mostrado de modo convencional.
24 de Janeiro de 2013 às 01:00
Christoph Waltz e Jamie Foxx (na foto) enfrentam a ira do fazendeiro malévolo vivido por Leonardo DiCaprio
Christoph Waltz e Jamie Foxx (na foto) enfrentam a ira do fazendeiro malévolo vivido por Leonardo DiCaprio FOTO: d.r.

Depois de ter renovado os filmes de gangsters (‘Cães Danados'), as novelas de cordel (‘Pulp Fiction') ou a ação oriental (com o duplo ‘Kill Bill'), era o momento de repensar o western, negro a vários níveis. Em ‘Django Libertado', que chega hoje às salas, o próprio protagonista é um escravo (Jamie Foxx) que se move no meio dos poderosos, graças a artimanhas, pelas paisagens do Mississippi.

É isso que Tarantino procura: como um ilusionista fã de hemoglobina, expõe o lado menos asseado do passado e ainda brinca com isso (às tantas, escuta-se hip-hop na banda sonora...). Com uma narrativa musculada, este é um divertimento ‘politicamente incorreto', dos melhores que o cineasta nos deu.

A obra começa com ‘Django' a libertar-se das grilhetas, graças a um palavroso caçador de recompensas (o brilhante Christoph Waltz), que quer a sua ajuda para identificar um trio assassino. É escusado dizer que a amizade entre os dois cresce e juntos decidem resgatar ‘Broomhilda' (Kerry Washington) das garras de um fazendeiro que fuma cigarro com boquilha e é apreciador de lutas entre escravos até à morte (Leonardo DiCaprio, com a pujança certa de vilão).

Nomeado para cinco Óscares ‘Django Libertado' é um bálsamo de ideias vorazes. Quem for desprevenido vai chocar-se com o banho de sangue do final. Já quem conhece Tarantino percebe que o génio continua retorcido, desejoso de testar limites.

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