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Correio da Manhã

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Benfica não quer ações de Luís Filipe Vieira

‘Rei dos frangos’ fica com o caminho livre para comprar as ações do ex-presidente do Benfica e revende-las, depois, ao empresário norte-americano.
António Sérgio Azenha e Paulo João Santos 10 de Setembro de 2021 às 08:04
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Noronha Lopes não vai a votos
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O Benfica SAD não vai exercer o direito de preferência sobre as ações que o ex-presidente do clube vai vender, ao preço de 7,80 euros cada. Luís Filipe Vieira detém 753 615 ações (3,28%) e com esta operação encaixa cerca de 5,9 milhões de euros.


“Não é lógico que o Benfica avance para a compra”, disse ao CM fonte próxima da direção. Com a saída da SAD do negócio, fica via aberta para o norte-americano John Textor se tornar no maior acionista privado da sociedade.

O empresário não deverá concretizar o negócio diretamente com Vieira, mas através de José António dos Santos, que será o comprador da participação do ex-líder do Benfica, revendendo-as depois a Textor. Conhecido como ‘rei dos frangos’, José António dos Santos tem um acordo com Textor, que prevê a venda de 25% das ações. O negócio só será concretizado após a tomada de posse dos novos órgãos sociais, depois das eleições.

Em declarações ao jornal ‘A Bola’, o empresário norte-americano confirma, ainda que de forma indireta, que as ações de Vieira acabarão por ir parar às suas mãos. “Não tenho estado em contacto com o senhor Vieira. (…) Não fiz qualquer tentativa de compra, sem ser as que acordei com o senhor Santos”. Os tais 25%, pelo valor de 50 milhões.

A maioria da SAD pertence ao clube e à Benfica SGPS. O ‘rei dos frangos’ detém 16,33%. Para chegar ao valor acordado, além das ações de Vieira terá, ainda, de negociar com outros acionistas minoritários.

João Noronha não avança

João Noronha Lopes não vai ser candidato às eleições de dia 9 de outubro para a presidência do Benfica. “Ponderei seriamente a possibilidade de me candidatar de novo. Tomei a decisão de não me candidatar. Foi uma das decisões mais difíceis da minha vida. Nem sempre na vida podemos fazer aquilo que gostamos”, disse o empresário, que alegou motivos pessoais e familiares para não avançar, tal como o CM já tinha noticiado.


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