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Benfica recorre de castigo a Rui Costa até "esgotar todas as possibilidades"

Rui Costa foi notificado na sexta-feira dos relatórios oficiais e hoje apresentou recurso.
Lusa 8 de Maio de 2021 às 19:10
Rui Costa é administrador da SAD do Benfica
Rui Costa é administrador da SAD do Benfica FOTO: João Miguel Rodrigues
O Benfica anunciou este sábado que vai "recorrer" do castigo de 16 dias imposto ao vice-presidente Rui Costa na sequência da sua expulsão no jogo entre Benfica e FC Porto (1-1), da 31.ª jornada da I Liga de futebol.

"O Sport Lisboa e Benfica irá recorrer da decisão do Conselho de Disciplina, prometendo esgotar todas as possibilidades que impeçam que este escândalo -- mais um -- seja consumado", resumem os 'encarnados', em comunicado no seu site.

A decisão do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), hoje divulgada, tem por base a análise ao relatório do árbitro Artur Soares Dias, que expulsou o dirigente nos minutos finais da partida, quando a equipa da casa pedia o segundo amarelo para o central portista Pepe.

O Benfica entende que esta punição reforça o que entende ser a "farsa em que se transformou a justiça desportiva no futebol português" e que, na sua opinião, "vem agravar a mancha irreparável que tem alastrado na temporada 2020/21".

O clube lisboeta, que fala em "má-fé", contesta o relatório do árbitro, segundo o qual o dirigente "entrou no terreno de jogo cerca de um metro protestando de braços abertos e de forma efusiva a decisão do árbitro", nomeadamente apresentando imagens que contrariam o local, com o dirigente sobre a linha lateral.

Quanto aos termos usados, as 'águias' sustentam que as palavras de Rui Costa "não podem ser consideradas atentatórias da honra de qualquer elemento da equipa de arbitragem".

Comparam-nas ainda com outras "ofensas recentes" no futebol e que mereceram "castigos, nalguns casos, iguais ou até inferiores ao que hoje se conheceu".

Rui Costa foi notificado na sexta-feira dos relatórios oficiais e hoje apresentou recurso.

O CD da FPF entendeu que "não se vislumbra indiciado abato suficiente à credibilidade probatória reforçada de que gozam aqueles relatórios oficiais no que respeita às afirmações imputadas", face ao ilícito disciplinar de protestos contra a equipa de arbitragem.

O empate 1-1 praticamente atribuiu o título ao Sporting, que está a dois pontos do objetivo, quando lhe faltam três jogos, e manteve o FC Porto quatro pontos à frente do Benfica no segundo lugar, que dá acesso direto à Liga dos Campeões.

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