Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
9

Dragão de mão-cheia segura liderança

Aos 16’, os dragões já venciam por 3-0, com Moussa no papel principal. Queixas físicas criaram suspense.
Sérgio Pereira Cardoso 24 de Abril de 2018 às 01:30
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
FC Porto-Vitória de Setúbal
Rápido, forte e eficaz. O FC Porto respondeu da melhor forma aos rivais e goleou o V. Setúbal, segurando, bem firme, o trono do campeonato quando faltam disputar três verdadeiras finais. Aos 16’, já estava 3-0, com o tufão Moussa Marega a assumir papel principal no filme, não só pelo que fez, mas também pelo suspense que os seus problemas físicos criam entre a nação portista. As contas ficaram em 5-1.

Sérgio Conceição promoveu, como já se notou, o regresso do maliano e igualmente de Corona e Sérgio Oliveira em relação à equipa da eliminatória perdida para a Taça, em Alvalade. E qual peça-chave numa engrenagem, tudo corre melhor com Marega nos azuis-e-brancos. Uma entrada fortíssima dos dragões dissipou qualquer dúvida de ansiedade ou stress. Aos 6’, Alex Telles encontrou Soares na área e Cristiano respondeu de forma muito deficiente ao cabeceamento. Marega lá estava, como de costume, a aproveitar: 1-0.

Pé a fundo no acelerador e 2-0 após canto e outra recarga a intervenção do guardião sadino - aqui praticamente sem culpas. Marcano, desastrado em Alvalade, redimiu-se com um bonito pontapé de bicicleta. Corria o minuto 13 e, aos 16’, em versão ‘non-stop’, Marega arrancou pela direita e estendeu a passadeira para Brahimi - com calma e classe - fazer o terceiro. "Eu quero o Porto campeão", gritaram as bancadas, em delírio.

O problema é que, aí, Marega começou a queixar-se da lesão na coxa que o tem afastado. Também Herrera foi suturado e foi no meio deste turbilhão de distrações portistas que João Amaral aproveitou para reduzir. Só que Marega aguentou (até sair aos 63’). De tal forma que voltou a ser essencial no 4-1, solicitando Ricardo Pereira, que deu o golo a Corona. Tudo resolvido ao intervalo.

Na segunda metade, normal toada ofensiva portista e mais um par de chances. Seria, no entanto, Telles a encerrar as contas com um livre de topo. Faltam três jogos para o final, que os dragões querem feliz. 

"Vitória é para o presidente"
"Esta vitória é para o presidente, que tomou posse há 36 anos. Eu e a equipa temos um carinho muito especial por ele, que é o principal responsável pelo sucesso do clube em todos estes anos", disse Sérgio Conceição no final do jogo, depois de destacar o comportamento da equipa. "Queríamos decidir o jogo cedo. Depressa, mas não com pressa", analisou o treinador do FC Porto, que destacou a exibição de Marega.

O maliano voltou aos golos numa fase em que tem sido afetado por problemas físicos. "Está como o aço, jogou muito bem. Estamos todos como o aço", garantiu o treinador, ampliando os elogios à equipa. Ainda assim, Conceição assumiu o desgaste natural do fim de época. O técnico disse ainda que Aboubakar não jogou por estar com febre. 

ANÁLISE 
Depressa e bem, há quem
Entrada fabulosa do FC Porto em campo, com perto de 20 minutos fulgurantes, garantindo logo aí que a primeira de quatro finais estaria no bolso. Ímpeto de Marega deu a faísca para o fogo do dragão.

Uma defesa de papel
Pouco mais de um quarto de hora volvido e o Vitória já tinha encaixado três, com Cristiano a ter responsabilidades no primeiro. Os carros de assalto da frente portista destruíram a casa de papel sadina.

Jogo fácil para Pinheiro
O árbitro teve um encontro de dificuldade mínima, até pela menor competitividade que o mesmo apresentou com o decorrer do tempo. Decidiu bem algumas questões técnicas mais duvidosas, como a queda, sem falta, de Soares na área aos 3’. Foi algo moroso a começar a mostrar cartões amarelos.
Ver comentários