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Correio da Manhã

Desporto
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FC Porto derrotado pelo Atlético vai para a Liga Europa

Confusão na segunda parte tirou gás aos azuis e brancos.
Octávio Lopes 8 de Dezembro de 2021 às 01:30
FC Porto lançou vagas de ataque mas foi ineficaz
70’ Wendell quis marcar rápido um lançamento de linha lateral e afastou Matheus Cunha, tocando-lhe com o cotovelo na cara. O árbitro viu e mostrou-lhe o vermelho, o que originou confusão.
FC Porto lançou vagas de ataque mas foi ineficaz
70’ Wendell quis marcar rápido um lançamento de linha lateral e afastou Matheus Cunha, tocando-lhe com o cotovelo na cara. O árbitro viu e mostrou-lhe o vermelho, o que originou confusão.
FC Porto lançou vagas de ataque mas foi ineficaz
70’ Wendell quis marcar rápido um lançamento de linha lateral e afastou Matheus Cunha, tocando-lhe com o cotovelo na cara. O árbitro viu e mostrou-lhe o vermelho, o que originou confusão.
O FC Porto perdeu (1-3) esta terça-feira, em casa, com o Atlético de Madrid e caiu da Champions para o play-off de acesso aos ‘oitavos’ da Liga Europa, após um jogo intenso e quezilento e em que o adversário foi mais forte na finalização.

A partida começou com o Atl. Madrid a defender com unhas e dentes e o FC Porto com bola, mas sem encontrar espaços para se aproximar da baliza contrária. No capítulo das situações de verdadeiro perigo, os colchoneros abriram as hostilidades (22’), com Matheus Cunha e Llorente, no mesmo lance, a obrigarem Diogo Costa a duas defesas de recurso, ambas com os pés. Os portistas tiveram uma: no minuto 30, Oblak fez uma enorme defesa a um remate enrolado de Luis Díaz, no coração da área, após passe de João Mário.

A segunda parte começou com duas claras oportunidades para os portistas, ambas desperdiçadas por Taremi. Na primeira (47’), na área e sem oposição, atirou por cima, após um bom passe de Otávio; na segunda (56’), Oblak fez uma enorme defesa com o pé direito. O Atlético de Madrid respondeu com o 1-0, golo de Griezmann, que apareceu soltou no 2º poste, na sequência de um canto e após ‘assistência’ de Taremi. Seguiu-se um período confuso e quezilento que terminou com duas expulsões: Carrasco viu o vermelho por agredir Otávio e, quatro minutos depois, foi a vez de Wendell sair mais cedo por tocar com o cotovelo no pescoço de Matheus Cunha. O FC Porto desconjuntou-se - perdeu ímpeto ofensivo e forças no meio-campo e na defesa.

Os espanhóis aproveitaram para criar várias jogadas de muito perigo - quase sempre derivadas de perdas de bola dos portistas, que deram contra-ataques - e concretizaram duas: o 2-0 (90’), por Correa, após milimétrico passe de Griezmann; o 3-0 apareceu momentos depois (90’+5), por Rodrigo de Paul, que concluiu um lance que Mbemba teve dominado. Os azuis-e-brancos acabaram por marcar o golo de honra, por Sérgio Oliveira, de penálti, que castigou uma falta sobre Evanilson na área do Atlético.

Sérgio lamenta ineficácia
"Falhámos golos em momentos importantes da partida. Jogo caiu para o lado da equipa mais madura em termos emocionais. Este jogo foi a imagem da fase de grupos. Fomos superiores em Madrid e aqui, em Milão, por isso merecíamos mais do que aquilo que tivemos", disse Sérgio Conceição, lamentando: "A primeira vez que o adversário vai lá e faz um golo." "Nada fazia prever a atitude de Wendell. Sentíamos que íamos fazer golo", salientou o técnico, que criticou o árbitro.

Colombiano ganha prémio do sindicato
Luis Díaz, extremo do FC Porto, foi eleito o melhor jogador do mês de novembro pelo Sindicato dos Jogadores. O internacional colombiano de 24 anos ganhou a eleição com 18,30 por cento dos votos, seguido por Darwin (Benfica), com 14,33 por cento, e por Nakajima (Portimonense), com 9,88 por cento.

Luis Díaz merecia seguir na Champions
o Diogo Costa – Retardou o golo adversário até onde foi possível. Jogo ingrato.
o João Mário – Dinâmico na direita, com boas incursões. Foi sacrificado no tudo ou nada de Conceição.
o Mbemba – Jogo regular até fazer aquela asneira que viria a dar o 0-2.
o Pepe – Cortes soberbos, mas também dois ou três deslizes graves. Perdeu gás.
o Luis Díaz - Voltou a ser o melhor dos dragões apesar de ter pela frente um Llorente muito competente. Protagonizou várias jogadas de elevado nível. Merecia continuar na liga dos melhores.
o Zaidu – Jogo competente pela esquerda, foi dos primeiros a sair.
o Grujic – Tampão no meio-campo, teve dificuldades em segurar os colchoneros.
o Vitinha – Uma boa parte dos 64% de posse de bola do FC Porto tem a sua assinatura.
o Otávio – O internacional português nunca dá os lances como perdidos. Deu água pelas barbas a Carrasco.
o Taremi – Desperdiçou as melhores (duas) oportunidades do FC Porto. Saiu...
o Evanilson – Corre e luta muito, mas aparece com pouca bola na grande área.
o Wendell – Infantil, deixou-se cair na armadilha junto ao banco de Simeone. Fez zero.
o Sérgio Oliveira – Tentou empurrar a equipa para a frente e marcou o penálti.
o Corona – Quem viu este jogador e quem o vê. Passivo.
o Toni Martinez –Fez pouco.
o Fábio Vieira – Sem tempo.

momentos do jogo
positivo e negativo
+ FC Porto até à confusão
O FC Porto fez uma boa exibição - só faltava afinar a finalização - até ao momento em que Wendell decidiu meter-se numa confusão e acabou expulso. A partir daí, a equipa nunca mais se encontrou.

- Wendell
É inaceitável que num jogo que valia mais de 12 milhões de euros, o experiente defesa brasileiro não tenha tido o sangue frio suficiente para não entrar nas picardias dos jogadores do Atl. Madrid.

arbitragem
Faltas por marcar
O francês Clément Turpin quis deixar jogar e não marcou algumas faltas evidentes. Dúvidas no penálti sobre Evanilson. E devia ter o cronómetro estragado: só 5 minutos de descontos?
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