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Fim da 'seca' do Quénia no atletismo e barreiras brilham em dia em 'branco' da China nos Jogos Olímpicos

Quénia, segundo país mais laureado no atletismo no Rio2016, acabou com a 'seca' de títulos.
Lusa 4 de Agosto de 2021 às 17:42
400 metros barreiras dos Jogos Olímpicos
400 metros barreiras dos Jogos Olímpicos FOTO: Jeon Heon-Kyun
Um novo 'super' recorde mundial nos 400 metros barreiras e o fim da 'seca' do Quénia marcaram o atletismo e o 12.º dia dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, numa quarta-feira sem ouro para a China, líder destacada do medalheiro.

Na única final da sessão da manhã, a norte-americana Sydney McLaughlin correu para o ouro nos 400 metros barreiras, em 51,46 segundos, fazendo cair o anterior máximo mundial, de 51,90, que tinha estabelecido em junho.

Dalilah Muhammad, que procurava revalidar o título conseguido nos Jogos Rio2016, conquistou a prata, correndo também abaixo do anterior recorde mundial (51,58), repetindo o que se tinha passado na véspera na final masculina. A holandesa Femke Bol completou o pódio, com 52,03, novo recorde da Europa.

Por seu lado, o Quénia, segundo país mais laureado no atletismo no Rio2016, acabou com a 'seca' de títulos.

Depois de ter sido destronada nos 3.000 metros obstáculos masculinos e nos 5.000 femininos, a nação africana, histórica potência nas pistas, 'selou' ao sexto dia de ação no Estádio Olímpico da capital japonesa um quarto cetro consecutivo nos 800 masculinos.

Emmanuel Korir liderou a corrida pela sucessão do bicampeão olímpico David Rudisha e levou a melhor no 'sprint' final face ao compatriota Ferguson Rotich, ao terminar em 1.45,06 minutos, com o polaco Patryk Dobek a surpreender na chegada ao bronze.

Esta jornada de atletismo também foi dominada pelas provas do decatlo e do heptatlo e finalizou com o canadiano Andre de Grasse a impor-se nos 200 metros, distância que tinha sido dominada pela 'lenda' jamaicana Usain Bolt, recordista mundial, desde Pequim2008.

Segundo classificado há cinco anos e nos Mundiais de 2019, Andre de Grasse celebrou em 19,62 segundos, deixando para trás os norte-americanos Kenneth Bednarek e Noah Lyles, campeão do mundo, após já ter sido terceiro na prova 'rainha' dos 100 metros.

A Polónia fez o pleno no martelo, com Wojciech Nowicki, bronze no Rio2016, a replicar nos homens o sucesso de Anita Wlodarczyk nas mulheres, arremessando 82,52 metros para suplantar o norueguês Eivind Henriksen e o compatriota Pawel Fajdek.

O Uganda conquistou um inédito ouro, graças ao desempenho nos 3.000 obstáculos de Peruth Chemutai, que cortou a meta em 9.01,45 minutos, secundada pela americana Courtney Frerichs e a queniana Hyvin Kiyeng.

O dia concedeu 17 títulos em 10 modalidades e foi o menos produtivo da China em Tóquio2020, ao contar apenas uma medalha de prata, na natação artística, mas sem esmorecer uma liderança destacada na tabela (32 ouros em 70 pódios), perseguida por Estados Unidos (25 em 79) e o anfitrião Japão (21 em 40).

No ciclismo de pista, a Itália, comandada por Filippo Ganna, campeão do mundo de contrarrelógio de estrada, revelou-se mais forte na perseguição por equipas masculinas e quebrou uma série de três títulos seguidos da Grã-Bretanha, ao concluir os 4.000 metros com um novo recorde mundial, de 3.42,032 minutos, à frente de Dinamarca e Austrália.

A brasileira Ana Marcela Cunha venceu finalmente a natação em águas abertas à quarta presença olímpica, ao terminar os 10 quilómetros em 1:59.30,8 horas, com a holandesa Sharon van Rouwendaal e a australiana Kareena Lee destinadas às restantes medalhas.

Na natação artística, a Rússia, a competir sob bandeira do seu comité olímpico, obteve o sexto título consecutivo em duetos, com 98.8 pontos, e originou outros tantos ouros a Svetlana Romashina, suplantando a concorrência de China, prata, e Ucrânia, bronze.

A vela encerrou com a definição dos medalhados na classe 470, tendo a Austrália dominado a vertente masculina, seguida da Suécia e da Espanha, enquanto a Grã-Bretanha revalidou o cetro no setor feminino, à frente da Polónia e da França.

Quanto à derradeira sessão de halterofilismo, o georgiano Lasha Talakhadze juntou ao sucesso de há cinco anos na categoria masculina de +109 kg um triunfo inequívoco em +105, marcado por três novos recordes mundiais - 223 kg no arranco, 265 quilos no arremesso e 488 no total -, bem acima do iraniano Ali Davoudi e do sírio Man Asaad.

Depois de ter arrebatado três das seis medalhas nos torneios de rua, o Japão manteve a senda dominadora no skate, desta feita na vertente de parque, na qual Sakura Yosozumi, de 19 anos, agregou 60.09 pontos para se superiorizar à compatriota Kokona Hiraki, de apenas 12, e à britânica Sky Brown, de 13, num pódio novamente repleto de juventude.

Já o britânico Ben Maher amealhou a vitória no concurso individual de obstáculos em equestre ao ouro ganho por equipas em Londres 2012, após ter completado o percurso sem penalizações e ao fim de 37,85 segundos, sendo mais rápido que o sueco Peder Fredricson e o holandês Maikel van der Vleuten, com a lusa Luciana Diniz em 10.ª.

Cuba impôs-se à Grã-Bretanha pelo segundo dia consecutivo no boxe masculino, com Arlen Lopez a vencer Benjamin Whittaker na final da classe de peso meio-pesado (75-81 kg), cujo bronze ficou repartido entre o russo Imam Khataev e o azeri Loren Alfonso.

O iraniano Mohammadreza Geraei e o ucraniano Zhan Beleniuk registaram vitórias nas categorias masculinas de 67 e 87 kg de luta greco-romana, respetivamente, ao passo que a japonesa Yukako Kawai arrebatou a classe feminina de 62 kg na luta livre.

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