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Melo Gouveia ataca o 'top 10' em Óbidos no Open Portugal

Pedro Figueiredo e Miguel Gaspar passaram o 'cut' e o norueguês Kristian Johannessen assumiu o comando.
Lusa 24 de Setembro de 2021 às 22:36
Ricardo Melo Gouveia
Ricardo Melo Gouveia FOTO: Hélder Santos
O português Ricardo Melo Gouveia atacou esta sexta-feira o 'top 10' do 59.º Open de Portugal, no Royal Óbidos Golf Resort, onde Pedro Figueiredo e Miguel Gaspar passaram o 'cut' e o norueguês Kristian Johannessen assumiu o comando.

Numa segunda volta em que a 'armada' nacional, inicialmente composta por 15 jogadores, ficou reduzida a três profissionais, Melo Gouveia, número dois na 'Corrida para Maiorca', protagonizou uma exibição imaculada e muito eficaz, traduzida em 66 pancadas, seis abaixo do Par do campo.

"Cometi poucos erros e os que cometi consegui fazer 'shot' e 'putt', às vezes em situações um bocadinho mais complicadas. Mas não estive em grande risco de fazer 'bogey'. Foi muito bom ter conseguido uma volta sem nenhum erro", reconheceu o membro efetivo do Challenge Tour, após assinar seis 'birdies' (uma abaixo do Par) nos buracos 1, 3, 5, 11, 13 e 17.

Melo Gouveia, de 30 anos, conquistou dois dos seus cinco troféus do Challenge Tour esta temporada e, em Óbidos, ambiciona alcançar o terceiro, garantindo, assim, o acesso imediato ao European Tour.

"Continuo com a confiança em alta. É continuar a fazer as mesmas rotinas, os mesmos processos, acreditar até ao final e sinto que tenho boas hipóteses de lutar pelo título no domingo", acrescentou o profissional da Quinta do Lago.

Ao contrário de Ricardo Melo Gouveia, Pedro Figueiredo não foi tão bem-sucedido e, ao cumprir o Par do campo, fechou a segunda ronda na 36.ª posição, com um agregado de 142 pancadas, duas abaixo do Par.

"Não é um 'score' muito bom, mas também não é um mau resultado. Sobretudo na segunda volta, as condições estavam mais difíceis, com vento, mas senti que joguei para mais do que isso [Par]. Não estive bem nos 'greens', fiz um a três 'putts', falhei muitas oportunidades para 'birdie' e daí não ter conseguido fazer um melhor resultado", explicou o membro do European Tour, esta semana a apoiar o torneio da Federação Portuguesa de Golfe, organizado em parceria com o Challenge Tour.

Já Miguel Gaspar, depois de uma boa estreia, com 70 'shots', perdeu hoje uma pancada para o campo e passou à tangente o 'cut', que ficou fixado nas 143 pancadas (-1) e apurou os 64 melhores jogadores para os derradeiros 36 buracos.

"Joguei super bem nos primeiros 13 buracos, estava confortável e cheguei a estar com menos cinco. Não pensei no 'cut', mas acima, quando vi o 'leaderboard' e pensei que, se calhar, podia acabar o dia no 'top 10', que estava com menos seis", confessou o jogador do Belas Clube de Campo, depois de fechar com 'bogey' (uma acima do Par), no buraco 14, 'duplo-bogey' (duas acima), no 15, e novo 'bogey', no 17.

Na liderança da 59.ª edição do Open de Portugal, dotada de 200 mil euros em prémios, está o norueguês Kristian Johannessen, com um total de 133 pancadas, 11 abaixo do Par, a vantagem mínima sobre o alemão Marcel Schneider, segundo classificado (134).

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