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Correio da Manhã

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Missão Portuguesa aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 aquém do esperado

Prestação dos atletas portugueses salda-se em dois bronzes.
Francisco Laranjeira 6 de Setembro de 2021 às 08:40
Missão Portuguesa aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020
Missão Portuguesa aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA
"Saímos satisfeitos, conseguimos duas medalhas, 23 diplomas e oito recordes nacionais. São resultados de relevo”, afirmou Leila Marques, chefe da Missão Portuguesa aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que este domingo terminaram.

“Os bons resultados obtidos por atletas estreantes permitem olhar com esperança para o futuro”, explicou a antiga nadadora, destacando o facto de entre os 33 atletas, 17 serem estreantes.

Esta, contudo, foi a edição menos medalhada de sempre de Portugal, que conseguiu duas medalhas, ambas de bronze: no lançamento do peso F40, por Miguel Monteiro, e nos 200 metros VL2, conseguida pelo canoísta Norberto Mourão.

Resultados aquém das quatro medalhas acordadas no contrato-programa celebrado com o Governo. “Foram uns Jogos supercompetitivos, houve provas nas quais o recorde do Mundo caiu várias vezes”, rematou Leila Marques, reforçando: “Os Jogos foram muito difíceis de preparar. Falamos de outro continente e de uma cultura muito particular. A questão da pandemia criou novos obstáculos, foi preciso planear quase dia a dia e fazer alterações de última hora.”

Apesar dos resultados, o otimismo mantém-se. “Temos sinais muito positivos do Governo e há uma intenção clara de continuar a trabalhar na equidade e apoiar o desporto paralímpico”, referiu Leila Marques. O contrato-programa para este ciclo, no valor de 6,1 milhões de euros, estabeleceu que as bolsas e o valor dos prémios atribuídos aos atletas paralímpicos foi equiparado ao dos atletas olímpicos.



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