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Correio da Manhã

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"O ouro é para agradecer ao país que me apoiou”: Pichardo ganha ouro nos Jogos Olímpicos

O atleta português nascido em Cuba alcançou a marca de 17,98 metros no triplo salto e subiu ao lugar mais alto do pódio.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 6 de Agosto de 2021 às 01:30
'O ouro é para agradecer ao país que me apoiou”: Pichardo ganha ouro nos Jogos Olímpicos
'O ouro é para agradecer ao país que me apoiou”: Pichardo ganha ouro nos Jogos Olímpicos FOTO: CLODAGH KILCOYNE/X03756
Entrou tranquilo, manteve a mesma postura durante a prova e celebrou sem grandes euforias. Pedro Pablo Pichardo conquistou esta quinta-feira a medalha de ouro na prova do triplo salto, com um salto de 17,98 metros, novo recorde nacional - a anterior marca, também do atleta, era de 17,95 m -, e elevou para quatro o número de medalhas obtidas por portugueses em Tóquio. Passada a primeira emoção, vieram as palavras: “Este ouro tem um significado muito grande, pois é a única forma que tenho de agradecer ao país que me apoiou desde o primeiro dia. Agradecer com medalhas e bons resultados”, afirmou, dizendo sentir-se “muito feliz”. Na ocasião, admitiu não ser uma “pessoa muito emotiva” e que o dia seguinte seria “normal”.

Confrontado com uma afirmação do seu pai e treinador, Jorge Pichardo, de que o próximo objetivo é ganhar todos os mundiais até repetir o ouro em Paris 2024, o triplista de 28 anos respondeu de forma humorada: “O meu pai é um bocado maluco a colocar pressão em cima de mim. Não vai estar feliz com a marca. Ele estava à espera que eu fizesse pelos menos os 18 metros. Tenho a certeza de que quanto a ser campeão olímpico está contente, mas com a marca não estará feliz. É um bocado maluco, exige muito”, disse.

Pichardo não competiu no Rio 2016 por Cuba, devido a uma lesão. “Este titulo já estava planeado há muito que iria para Portugal e não para Cuba. São coisas da vida”, disse. E concluiu: “Eu saí de Cuba, para eles sou um traidor. Eu sou o primeiro campeão olímpico do triplo nascido em Cuba, mas eu já não sou cubano. Agora faço parte do grupo dos cinco portugueses campeões olímpicos.”

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