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Correio da Manhã

Desporto

Pichardo, Mamona, Fonseca e Pimenta na pele de novos heróis após Jogos Olímpicos

Esta foi a mais bem-sucedida missão lusa na competição olímpica, com outros heróis na superação.
Lusa 8 de Agosto de 2021 às 11:57
'O ouro é para agradecer ao país que me apoiou”: Pichardo ganha ouro nos Jogos Olímpicos
Medalha de prata no triplo salto, Mamona quer reforçar a posição no ‘clube’ dos 15 metros
Jorge Fonseca chega a Lisboa
Fernando Pimenta celebrou 
o bronze com uma chupeta na boca
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Medalha de prata no triplo salto, Mamona quer reforçar a posição no ‘clube’ dos 15 metros
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Fernando Pimenta celebrou 
o bronze com uma chupeta na boca
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Medalha de prata no triplo salto, Mamona quer reforçar a posição no ‘clube’ dos 15 metros
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Fernando Pimenta celebrou 
o bronze com uma chupeta na boca
Pedro Pablo Pichardo, Patrícia Mamona, Jorge Fonseca e Fernando Pimenta ficaram na história como os medalhados portugueses em Tóquio2020, na mais bem-sucedida missão lusa em Jogos Olímpicos, com outros heróis na superação.

Se, por exemplo, Pichardo conquistou somente o quinto ouro olímpico na história de Portugal e Pimenta foi o quinto atleta da história do país a conseguir duas medalhas em Jogos, outros desportistas houve que se transcenderam, destacando-se o veterano João Vieira e as estreantes Liliana Cá e Catarina Costa.

Pichardo foi o único a fazer soar a 'A Portuguesa' no Estádio Olímpico de Tóquio, confirmando não ter rival no triplo salto: venceu com 17,98 metros, deixando o segundo classificado, o chinês Yaming Zhu, a 41 centímetros, e o bronze de Huges Fabrice Zango, que deu a primeira medalha da história ao Burkina Faso, a 51.

O saltador de 28 anos, que almejava fixar um novo recorde do mundo, pertença desde 1995 do britânico Jonathan Eduards (18,29 metros), até poderia ficar com o pódio só para si, pois abriu o concurso com duas marcas de 17,61 metros.

"Eu acho que não há limites. Estou feliz porque sou campeão olímpico, mas queria ultrapassar os 18 metros e ser o primeiro português a fazê-lo. O que tínhamos planeado era saltar 18,40. Era essa a marca que esperava, só que durante o aquecimento comecei a sentir alguma dor... Quero dizer muito obrigado a todos, pela forma como me receberam desde o primeiro dia que cheguei a Portugal", disse, na celebração.

No mesmo triplo salto, Patrícia Mamona foi um dos maiores exemplos de superação, conseguindo o feito de, em dois saltos, fazer evoluir o recorde nacional em invulgares 35 centímetros -- pelo meio fez outro que também batia a marca anterior (14,66), feito que a fez entrar no restrito 'clube dos 15 metros".

Com 15,01 metros, Patrícia Mamona, de 32 anos, só foi batida pela venezuelana Yulimar Rojas, bicampeã do mundo, com 15,67 metros, marca que é um novo recorde mundial, ficando à frente da espanhola Ana Peleteiro, com 14,87.

"Estou feliz, faço parte dos 15 metros. Independentemente da marca, da medalha, esta competição é muito especial para todos nós. Na minha cabeça, o foco era só dar o meu melhor, saltar o mais possível", confessou.

Fernando Pimenta tinha ainda atravessado o quinto lugar do Rio2016 e perseguia um inédito pódio em K1, garantindo nos 1.000 metros o bronze que só não foi um metal mais nobre porque dois canoístas da Hungria, a maior potência da modalidade, bem mais novos do que o português, a completar 32 anos na sexta-feira, o impediram.

Até hoje, só Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro, lendas maiores do atletismo nacional, e o cavaleiro Luís Mena e Silva tinham duas medalhas olímpicas, grupo restrito agora alargado a Pimenta.

"Quero medalhas olímpicas das três cores", disse o limiano, vice-campeão olímpico em Londres2012, em K2 1.000, com Emanuel Silva, e que em Paris2024 tem mais opções do inédito ouro em tripulações, nomeadamente em K2 500 ou K4 500 metros.

O judoca Jorge Fonseca chegou a Tóquio como bicampeão do mundo, os primeiros títulos da história do judo português, da categoria de -100 kg, porém, no combate de acesso ao ouro, no qual esteve limitado com cãibras na mão, cedeu, a poucos segundos do final, diante do sul-coreano Cho Guham.

Não perdoaria na discussão do bronze, pontuando para waza-ari a 39 segundos do fim, ante o canadiano Shady Elnahas.

"Eu nasci para o ouro, não para o bronze. Estou feliz, posso dizer isso. Infelizmente, não realizei o meu grande objetivo de ser campeão olímpico", desabafou "o melhor do mundo", prometendo estar mais forte do que nunca em Paris2024.

Aos 45 anos, e na sexta participação olímpica -- a uma de igualar o recordista João Rodrigues, da vela -, João Vieira, vice-campeão do mundo, conseguiu um quinto lugar nos 50 quilómetros marcha a somente 1.20 minutos do vencedor, o polaco Dawid Tomala, no que foi o seu desempenho olímpico mais notável, depois do 10.º nos 20 quilómetros em Atenas2004.

Liliana Cá, de 34 anos, mostrou-se a Portugal com o apuramento para a final do lançamento do disco, na qual conquistou a quinta posição, o melhor resultado de sempre de uma portuguesa na disciplina. Uma queda, a meio de um concurso chuvoso, "condicionou bastante" a sua atuação, trazendo "insegurança e dores" que a incapacitaram de tentar ir mais além.

A judoca Catarina Costa, em -48 kg, também estreante, foi quinta classificada, bloqueada na luta pelo bronze pela mongol Urantsetseg Munkhbat, quarta do mundo, sendo que pelo caminho se notabilizou ao afastar a detentora do título olímpico, a argentina Paula Pareto.

Tendo em conta os objetivos de bons resultados para Paris2024, há um conjunto de jovens atletas com desempenhos promissores, sobressaindo os casos da ciclista Maria Martins, na pista, do skateboarder Gustavo Ribeiro e das surfistas Yolanda Sequeira e Teresa Bonvalot.

Portugal concluiu Tóquio2020 com quatro medalhas, uma de ouro, uma de prata e duas de bronze, num total de 15 diplomas, classificações até ao oitavo lugar, que incluem os quatro pódios, bem como 36 desportistas nos 16 primeiros.

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