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Portugal quer "quatro ou cinco medalhas" nos Mundiais de maratonas em canoagem

Mundias vão decorrer de quinta-feira a domingo e vão juntar 890 canoístas oriundos de 36 países
Lusa 28 de Setembro de 2022 às 10:40
Fernando Pimenta
Fernando Pimenta FOTO: Direitos reservados
O selecionador nacional de maratonas, Rui Câncio, espera conquistar "quatro ou cinco medalhas" nos Mundiais daquela vertente da canoagem, que vão decorrer de quinta-feira a domingo em Ponte de Lima.

"Os atletas com mais possibilidades são obviamente o José Ramalho na 'short race', na qual defende o título mundial, e na prova longa, na qual tem sete títulos europeus, além do K2 em que vai fazer equipa com o Fernando Pimenta", especificou.

Em declarações à Lusa, Câncio destaca o "excelente momento de forma" do vilacondense de 39 anos, considerando que "a vantagem de conhecer o percurso" pode ser decisiva para que possa, "finalmente, assegurar o merecido título mundial".

No seu otimismo de resultados, o técnico apontou ainda Fernando Pimenta na corrida curta, admitindo que o desempenho do limiano na regata longa "é uma incógnita, pois não faz maratonas deste nível desde 2012".

"Pelas sensações que temos tido, o Ramalho e o Pimenta constituem um K2 que nos dá algumas garantias de lutar por medalhas", reforçou o técnico, que classifica a presença de Pimenta - especialista nas regatas em linha, com uma prata e um bronze olímpicos - como uma "mais-valia" para a seleção e para estes Mundiais, "pois ele é um dos maiores embaixadores internacionais da canoagem".

No lote dos favoritos a resultados de eleição, Rui Câncio elencou ainda a júnior Beatriz Fernandes, ouro mundial em C1 200 metros e bronze nos 1.000, além da prata em C2 500 mistos, que se vai estrear em maratonas internacionais, mas que "tem mostrado ao longo da época que está mais do que preparada para este tipo de competição e tem andamento para ir ao pódio".

Tal como Pimenta, Sérgio Maciel "conhece muito bem o plano de água" e é candidato aos primeiros lugares, já que o bronze Europeu em julho na Dinamarca sucedeu a outros êxitos como o ouro mundial sub-23 em 2018 depois da prata no ano anterior, a mesma que também tinha conquistado em 2016, na altura enquanto júnior.

Os juniores Francisco Santos, vice-campeão Europeu júnior em K1, e Ana Brito, que se vai estrear em maratonas internacionais, completam o lote de "esperanças portuguesas" em Ponte de Lima, "sem esquecer" Joel Miranda, quarto em C1 no Europeu.

"Vamos ter 41 canoístas neste Mundial, para muitos uma estreia internacional, enquanto outros regressam após alguns anos de ausência. Todos têm expectativas diferentes, mas acredito que todos vão dignificar e honrar a camisola de Portugal", completou Rui Câncio.

O treinador confia ainda que o percurso "de águas mais baixas" possa favorecer o desempenho desportivo dos portugueses, pois, regra geral, os atletas da seleção nacional "são mais leves" do que boa parte dos rivais.

Os Mundiais de maratonas vão juntar 890 canoístas oriundos de 36 países.

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