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Correio da Manhã

Desporto
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Presidente do COI defende sanções por doping

26 de Novembro de 2012 às 14:27
Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional
Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional FOTO: Agência

O presidente do Comité Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge, apoia os planos da Agência Mundial Antidopagem (AMA) em aumentar de dois para quatro anos as sanções por violação grave das normas.

Em conferência de imprensa realizada em Amesterdão, onde domingo abriu um fórum sobre Educação, Cultura e Desporto, Rogge afirmou que a proposta, que vai entrar em vigor em 2015, "satisfaz" o organismo a que preside para os casos que denominou de "doping grave".

A AMA vai debater uma nova redacção do código mundial antidopagem em Novembro de 2013 em Joanesburgo. Rogge indicou que uma modificação encaminhada para ampliar as sanções "estará totalmente na linha da 'regra Osaka', que impedia de competir nos seguintes Jogos Olímpicos os atletas suspensos mais de seis meses por doping".

A 'regra Osaka' do COI foi anulada no ano passado pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que considerou injusto o duplo castigo de um atleta que já tinha cumprido uma sanção por doping ser igualmente privado de participar nuns Jogos Olímpicos.

Se a suspensão for ampliada agora de dois para quatro anos para os casos mais graves de dopagem, a sanção irá cobrir todo o ciclo olímpico e os culpados não vão poder participar nos próximos Jogos.

Sobre a possibilidade do COI retirar a Lance Armstrong, despojado dos sete títulos no Tour de França por doping, a medalha de bronze que o norte-americano ganhou no contra-relógio em Sidney2000, Jacques Rogge indicou que falta ainda ser feito trabalho legal para que tal "seja uma possibilidade".

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