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Correio da Manhã

Desporto
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Um a um, festa só para o Sporting

Empate deixa leões a um jogo do título. FC Porto segura os milhões da Champions, mas entrega as faixas.
Sérgio Pereira Cardoso 7 de Maio de 2021 às 01:30
Benfica - FC Porto
Benfica - FC Porto FOTO: Pedro Ferreira
Um ponto para cada um e um mais do que provável ponto final nas contas do topo do campeonato.

Benfica e FC Porto dividiram o resultado que deixa estendida a passadeira para o título do Sporting, que pode ser já campeão na próxima jornada, frente ao Boavista.

E se o ouro está entregue aos homens de Alvalade, ali bem ao lado, na Luz, o FC Porto ainda conseguiu segurar a valiosa prata, mantendo a vantagem na luta pelos milhões de acesso direto à Liga dos Campeões.

Contas feitas, vamos ao jogo. Jesus com esquema de três defesas, Conceição sem fórmula Champions, a optar pelo preferido 4x4x2, com Luis Díaz, curiosamente o autor do primeiro remate da partida, sem perigo.

Com os níveis de concentração no máximo, escasseava o espaço no início da partida, multiplicavam-se as faltas - viriam a ser 34 no final - e ambas as equipas tentavam explorar a profundidade com passes longos. Num desses lances, aparece Marega, aos 20’, que encontra Taremi na área. O iraniano falha na cara do golo.

O FC Porto perdoou, o Benfica não. Everton Cebolinha finaliza com um belíssimo remate em arco uma jogada em que misturou arte e sorte. Marchesín sem hipóteses. 1-0.

Em desvantagem, os dragões chegaram-se mais à frente, mas sem incomodarem verdadeiramente Helton Leite. Uribe tornou-se um monstro do meio-campo, só com falta de acerto na hora de atirar à baliza.

Ora, o Benfica ficava à espreita do erro e Rafa, isolado num contra-ataque, foi carregado por Manafá. Assinalado penálti, uma decisão que o VAR reverteu por fora de jogo.

Mesma toada na segunda parte. Marega a abrir com remate para defesa de Leite (50’) e as águias a sofrerem ‘outro’ penálti, outra vez revertido pelo VAR - foi Diogo Gonçalves a pisar Zaidu e não o contrário.

Os treinadores foram ao banco e lucrou o FC Porto - João Mário encontrou Uribe e à terceira foi de vez. Bola ao ângulo e 1-1. O final, esse, foi de loucos. Jogo partido, toda a gente na busca da vitória. Pepe escapou à expulsão e os azuis-e-brancos escaparam à derrota por centímetros - primeiro uma bola desviada por Marchesín para a barra e depois Pizzi marcou mesmo, nos descontos, mas o VAR estragou a festa. Darwin 30 centímetros em fora de jogo. Ninguém totalmente feliz na Luz. Ali ao lado, em Alvalade, o champanhe está no ponto. Ou a dois, mais especificamente. n

Os homens dos golos
Uribe foi o rosto da alma e do querer dos portistas até ao final. Dominou o meio-campo e acabou por marcar na última das três oportunidades de que dispôs. Everton foi eficaz na primeira janela que teve. Remate em arco foi momento de rara beleza no jogo.

Inércia e ineficácia
O Benfica ficou demasiado tempo na expectativa, com o FC Porto a manter-se por cima em grande parte do jogo - aliás, tanto arriscou Conceição na vitória que ia perdendo o jogo no final. Nota para a ineficácia de Taremi, novo falhanço num clássico decisivo.

Expulsão perdoada a Pepe
Auxiliado de forma preciosa pelo VAR em dois penáltis assinalados para o Benfica - um por fora de jogo e outro por pisão de Diogo Gonçalves em Zaidu - e no golo anulado a Pizzi nos descontos. Perdoou o segundo cartão amarelo a Pepe, aos 80’.

DISCIPLINA
Leões estão a uma vitória do título
Após o resultado desta quinta-feira, no Estádio da Luz, o Sporting está a dois pontos de se sagrar campeão nacional. Uma vitória frente ao Boavista, na próxima terça-feira, em Alvalade, garante o título aos leões. Contudo, tal pode nem ser necessário, pois se o FC Porto não ganhar na segunda-feira ao Farense, no Estádio do Dragão, o Sporting é campeão no sofá, a três jornadas do fim do campeonato.
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