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Correio da Manhã

Desporto
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“Vamos tentar uma medalha”: Paulo Pereira traça meta para os Jogos Olímpicos

Selecionador diz que grupo continuará a ser maluco. Assim, “somos mais felizes”.
Ricardo Tavares 16 de Março de 2021 às 08:24
Paulo Pereira, selecionador nacional, saudado à chegada a Lisboa
Paulo Pereira, selecionador nacional, saudado à chegada a Lisboa
Paulo Pereira nunca escondeu a ambição de conduzir Portugal aos Jogos Olímpicos. Agora, depois de garantir a presença em Tóquio, o selecionador nacional de andebol define um novo objetivo. “Vamos tentar uma medalha”, afirmou, segunda-feira à chegada a Lisboa.

“É uma coisa louca, mas vamos continuar a ser malucos, porque somos mais felizes assim”, referiu o treinador de Portugal, seleção que, na véspera, em Montpellier, bateu a anfitriã França, por 29-28, mesmo ao cair do pano, juntando-se aos gauleses na inédita qualificação para Tóquio.

“As medalhas são um sonho, mas o apuramento olímpico reforça a posição de Portugal no panorama mundial. Coloca-nos num patamar superior. Mas já estávamos, porque já nos batemos com qualquer seleção. A partir deste momento, o meu receio é quanto tempo vamos conseguir manter este nível e o que temos de fazer para o manter”, diz Paulo Pereira.

A gestão do grupo, depois da morte, há cerca de 15 dias, de Alfredo Quintana, o guarda-redes da seleção, conduziu a “uma situação nova e, por isso, difícil”.

“Só com atletas deste caráter e com esta vontade de se superarem é que podíamos obter este resultado. Nenhum treinador do mundo conseguiria fazer alguma coisa sem um grupo de atletas assim”, explica o selecionador português, que, para Tóquio, terá menos jogadores à disposição – apenas –, face às quotas definidas pelo Comité Olímpico Internacional. Portugal já sabe que não defrontará a Alemanha – estarão no mesmo pote no sorteio, ainda por agendar – e que passará aos ‘quartos’ se conseguir ficar entre os quatro primeiros do seu grupo. São formados dois, com seis equipas cada.

Morte de Quintana sob investigação
O Ministério Público abriu uma investigação às circunstâncias da morte do guarda-redes do FC Porto, Alfredo Quintana. Em causa está a alegada falta de um desfibrilhador e de um plano de socorro no Dragão Arena.

rui silva: “todos marcámos o golo”
“É uma sensação incrível, porque falamos de algo histórico para a modalidade e para o País. Só tenho de me sentir muito orgulhoso, mas, ao mesmo tempo, sentir que todos marcámos o golo”, disse Rui Silva, autor do tento decisivo

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