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Vários clubes da I Liga limitam lotação a 5 mil pessoas para dispensar adeptos de teste

Paços de Ferreira, Gil Vicente, Vizela e Boavista contam-se entre os emblemas que já adotaram esta medida provisória.
Lusa 2 de Dezembro de 2021 às 16:49
África do Sul é o epicentro da variante Omicron da África do Sul
África do Sul é o epicentro da variante Omicron da África do Sul FOTO: Reuters
Vários clubes da I Liga de futebol estão esta quinta-feira a limitar a lotação dos estádios a 5.000 espetadores, para que os adeptos acedam apenas com o certificado de vacinação e evitem ter de apresentar teste negativo ao coronavírus.

Paços de Ferreira, Gil Vicente, Vizela e Boavista contam-se entre os emblemas que já adotaram esta medida provisória, seja para o próximo jogo, seja para o mês de dezembro, em resposta às normas definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O acesso a eventos desportivos com assistência superior a 5.000 espetadores, ao ar livre, e mil espetadores, em recinto fechado, está condicionado à realização de testes de rastreio ao coronavírus, em linha com as medidas em vigor desde quarta-feira.

O Vizela anunciou esta quinta-feira, em comunicado, que decidiu limitar a lotação do seu estádio a 5.000 espetadores, para permitir "salvaguardar que as condições de acesso ao recinto se mantêm e dispensam apresentação de teste negativo à covid-19".

"Esta medida é válida já para o jogo de segunda-feira, frente ao Belenenses SAD, encontro cuja realização está em dúvida, devido ao surto de covid-19 no clube lisboeta. A mesma vai manter-se enquanto vigorarem as atuais regras sanitárias", refere o Vizela.

Nas suas redes sociais na Internet, o Boavista refere que os adeptos que, no próximo sábado, se desloquem ao Estádio do Bessa para assistir ao jogo com o Marítimo "não necessitarão de apresentar um teste negativo à covid-19", dado que irá "limitar a lotação do recinto a 5.000 espetadores".

"Esta medida provisória visa facilitar o acesso ao estádio dos sócios do Boavista FC, na sequência das dificuldades sentidas pela grande maioria dos adeptos no agendamento, realização e pagamento dos testes obrigatórios", referem os 'axadrezados'.

O Gil Vicente também informou que, "após comunicação da Liga Portugal, em conformidade com as medidas impostas pela Direção-Geral da Saúde e o Governo, a limitação do Estádio Cidade de Barcelos para o jogo com o FC Famalicão será de 5.000 lugares". "Assim, é dispensada a apresentação do teste negativo à covid-19", observa.

"O nosso clube tem como prioridade contar com os sócios nas bancadas do Estádio Cidade de Barcelos e, para que estes possam fazê-lo sem estarem reticentes, adotamos a medida que melhor permite isso", adianta o Gil Vicente, recordando que, à entrada, é exigido apresentar o certificado de vacinação.

O Portimonense emitiu um comunicado, na sequência da atualização das medidas sanitárias, a lembrar aos sócios que a lotação do seu estádio é inferior a 5.000 espetadores, pelo que "é dispensada a apresentação do teste negativo em caso de o espetador ter a vacinação completa".

Outros recintos, como o do Arouca e do Tondela, também têm lotação inferior a 5.000 espetadores.

A posição de alguns dos clubes da I Liga surge após o Sporting e o Benfica também terem anunciado a limitação da lotação dos seus pavilhões, para os jogos de outras modalidades.

O Sporting informou que o Pavilhão João Rocha terá lotação máxima de 1.000 pessoas durante o mês de dezembro, para permitir aos adeptos que se desloquem ao recinto serem apenas "portadores de certificado de vacinação, não sendo por isso exigido o teste antigénio ou outro".

A capacidade dos dois pavilhões do Estádio da Luz está, a partir de quarta-feira, reduzida a 1.000 espetadores, para permitir aos adeptos que queiram assistir aos jogos das modalidades a dispensa de testes ao coronavírus, informou o Benfica.

Até quarta-feira, dia em que Portugal continental passou a estar em situação de calamidade, o acesso a eventos desportivos estava dependente da apresentação do certificado de vacinação ou de teste negativo.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.471 pessoas e foram contabilizados 1.154.817 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul, tendo sido identificados, até ao momento, 19 casos em Portugal.

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