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Correio da Manhã

Euro 2020

Alemanha

Fique a saber tudo sobre a formação germânica.
Record 4 de Junho de 2021 às 15:58
Fique a saber tudo sobre a formação germânica.
Por Record 4 de Junho de 2021 às 15:58
A penosa goleada sofrida pela Alemanha em Espanha, por 6-0, para a Liga das Nações, em novembro, surpreendeu toda a gente. Em março, nova derrota, desta vez em casa e frente à Macedónia do Norte (1-2), no apuramento para o Mundial'2022, deixou outro sério aviso a Joachim Löw, face à proximidade do Europeu. A aposta do selecionador na renovação da Mannschaft está a sofrer algumas 'dores' de crescimento, mas não lhe faltam jogadores de qualidade.

A muita juventude no lote de convocados para esta fase final pode criar alguma incerteza nos prognósticos, mas a Alemanha não deixará de se apresentar com uma equipa difícil de bater. O ataque promete ser demolidor, com jogadores como Gnabry, Leroy Sané, Timo Werner ou Kai Havertz, mas a defesa tem demonstrado fragilidades e a falta de experiência pode fazer-se notar, apesar da presença de jogadores como Neuer (35 anos), Hummels (32), Toni Kroos (31), Thomas Müller ou Gündogan (30). Mas jogar em casa na primeira fase (os seus três jogos na fase de grupos são em Munique) dá uma importante vantagem aos germânicos, que podem, assim, olear a máquina e crescer ao longo da competição.

O veterano guardião e capitão da Mannschaft continua a ser imprescindível para Joachim Löw e a voz da experiência numa equipa cheia de gente jovem. Depois de mais uma época em que conquistou o nono título seguido pelo Bayern na Bundesliga (só não foi campeão na temporada de estreia nos bávaros, em 2011/12), volta a ser um dos esteios da equipa. Exímio nas bolas aéreas e também no jogo de pés, Neuer é um dos melhores guarda-redes de sempre e tem neste Europeu mais uma oportunidade para conquistar o título que lhe falta depois de ter sido campeão do Mundo em 2014.

Este Europeu marca o fim de uma era na seleção alemã: Joachim Löw vai deixar o comando da Mannschaft ao fim de 15 anos no cargo - sucedeu Jürgen Klinsmann a seguir ao Mundial'2006. Antes de dar lugar ao antigo adjunto Hansi Flick, o técnico germânico vai querer uma despedida em beleza numa competição em que não conseguiu repetir o êxito do Mundial'2014, apesar dos bons resultados nos Europeus anteriores. Com a aposta num futebol técnico e menos físico do que era típico na Alemanha, Löw foi finalista vencido em 2008 e perdeu nas meias-finais em 2012 e 2016. Agora, espera que a renovada equipa possa permitir-lhe um novo êxito, dando à Alemanha o quarto Europeu da sua história.

Ausentes há algum tempo das convocatórias, Hummels e Thomas Müller acabaram por regressar às escolhas de Joachim Löw para este Europeu. Uma opção lógica, pois a experiência dos dois jogadores pode ser essencial no meio de tanta juventude. De fora ficou Ter Stegen, que reclama há muito a titularidade na baliza em detrimento do capitão Neuer, mas neste caso devido a problemas físicos do guardião do Barcelona. Destaque ainda para presença do jovem prodígio Jamal Musiala, de 18 anos, enquanto os benfiquistas Weigl e Waldschmidt não são opções.

O rejuvenescimento da Mannschaft passa por jogadores como Goretzka, Gnabry ou Leroy Sané, sem esquecer Havertz ou os já mais experientes Kimmich e Timo Werner. Mas o selecionador continua a confiar nos experientes Neuer, Hummels ou Toni Kroos para construir uma equipa de qualidade mas que até sofreu alguns dissabores recentemente. A nível estratégico, a aposta habitual de Joachim Löw no sistema 4x2x3x1 tem dado lugar a um 3x4x3 testado nos últimos jogos mas ainda sem produzir os frutos desejados.

Se falhou as primeiras três edições (nas duas primeiras nem participou na qualificação), a Alemanha (então como RFA...) sagrou-se campeã logo na estreia numa fase final do Europeu, em 1972. Depois, voltou a festejar em 1980 e em 1996, neste último caso já depois da reunificação alemã. Além dos três troféus, a Mannschaft regista ainda mais três finais perdidas e outros tantos desaires em meias-finais. Ou não fosse a turma germânica um crónico candidato aos lugares cimeiros em qualquer grande competição ao longo das últimas décadas.

Em baixo pode consultar todo o calendário do Euro'2020. A Alemanha está no grupo F e estreia-se dia 15 de junho, contra a França, em Munique. No dia 19 enfrentará Portugal, acabando a fase de grupos diante da Hungria, a 23, sempre em Munique.

Dos jogadores alemães no ativo, Toni Kroos (101) e Thomas Müller (100) já chegaram à centena de internacionalizações e poderão aumentar esse registo no Europeu. De resto, o guardião Neuer também está muito perto (98 jogos) de se juntar a um clube recheado de antigas figuras ilustres do futebol mundial: de Matthäus a Beckenbauer, passando por Klose, Lahm, Klinsmann ou Schweinsteiger.

1. Lothar Matthäus, 150
2. Miroslav Klose, 137
3. Lukas Podolski, 130        
4. Bastian Schweinsteiger, 121       
5. Philipp Lahm, 113        
6. Jürgen Klinsmann, 108        
7. Jürgen Kohler, 105        
8. Per Mertesacker, 104       
9. Franz Beckenbauer, 103        
10. Toni Kroos, 101

Numa seleção muito renovada nos anos mais recentes, em especial nas posições ofensivas, o jogador que mais se aproxima do topo da lista de melhores marcadores da Alemanha é Thomas Müller, com 38 golos. Depois, entre os futebolistas no ativo, surge Toni Kroos, mas ainda muito longe do top 10, com apenas 17 golos. Na frente, completamente inacessíveis, seguem Miroslav Klose e Gerd Müller.

1. Miroslav Klose, 71          
2. Gerd Müller, 68          
3. Lukas Podolski, 49          
4. Rudi Völler e Jürgen Klinsmann, 47         
6. Karl-Heinz Rummenigge, 45          
7. Uwe Seeler, 43          
8. Michael Ballack, 42          
9. Thomas Müller, 38          
10. Oliver Bierhoff, 37
Nota: todos os dados presentes nesta página estão atualizados até dia 25 de maio de 2021.
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