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Correio da Manhã

Desporto
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Águia com milhões à vista após bater o Dínamo Kiev por 2-0

Benfica constrói vitória justa no primeiro tempo com golos de Gilberto, logo a abrir, e de Ramos, perto do descanso.
Filipe António Ferreira e Luís Oliveira 18 de Agosto de 2022 às 01:30
Gonçalo Ramos remata para o segundo golo do Benfica
Gonçalo Ramos remata para o segundo golo do Benfica FOTO: Reuters
O Benfica quer muito estar na fase de grupos da Champions e esta quarta-feira mostrou-o na Polónia. Venceu de forma justa e inequívoca o Dínamo Kiev e ficou muito próximo dos milhões da prova milionária.

O regresso ao onze de David Neres foi como Schmidt esperava um fator de desequilíbrio para o duelo com os ucranianos. O brasileiro entrou com a corda toda. Foi desequilibrador e esteve em muitos lances de perigo. Do outro lado esteve um conjunto que jogou com os trunfos que tem. Insuficientes para superar a qualidade superior das águias.

O Benfica mandou sempre e chegou à vantagem por Gilberto, numa bela jogada coletiva. O Dínamo ainda respondeu mas não foi eficaz. Do outro lado, o Benfica voltou a faturar por Gonçalo Ramos (5º da época, numa altura em que se fala de uma possível venda), após passe de Neres. Até ao descanso, as águias acabaram por desperdiçar duas claras oportunidades que sentenciariam em definitivo a eliminatória.

O intervalo não fez bem ao Benfica. Começou a gerir o resultado e teve algumas desatenções na sua defesa que Odysseas acabou por resolver bem.

Ao quinto jogo oficial da temporada, a quinta vitória, e um registo de golos assinalável: 14 marcados e apenas dois sofridos. A equipa de Roger Schmidt mostra estar num bom momento e muito perto de alcançar o primeiro objetivo da temporada. Agora, na Luz, na próxima semana, resta carimbar aquilo que ficou muito bem encaminhado. Depois, baterias voltadas para a Liga e para outros testes com maior dificuldade.

Críticas "à inação dos instrutores da Liga"
O Benfica criticou esta quarta-feira o que diz ser a "inação dos instrutores da Liga", no seguimento do arquivamento do caso referente aos bonecos (com camisolas do Benfica e de árbitros) pendurados no estádio do Dragão.

Braz não consegue avanço por Horta
Rui Pedro Braz esteve na segunda-feira em Espanha para desbloquear junto do Málaga o negócio Ricardo Horta. Contudo, sabe o CM, o diretor-desportivo do Benfica não conseguiu qualquer avanço no negócio. O administrador judicial do clube espanhol não cedeu e mantém-se firme na intenção de receber o valor que corresponde à percentagem do passe detida pelo Málaga. Braz terá proposto pagar ao clube espanhol três milhões de euros.

Análise do jogo
Positivo: Entrar forte e manter
O Benfica entrou muito bem no encontro. Marcou cedo e à beira do intervalo estabeleceu o resultado final. Conseguiu uma boa margem para o jogo da segunda mão, mas alguma ineficácia não permitiu sentenciar desde já a eliminatória.

Negativo: Desligar após o intervalo
Depois de uma primeira parte intensa em que deixou o Dínamo Kiev completamente contra as cordas, o Benfica reentrou a gerir e sem criar as chances que conseguiu no primeiro tempo. O resultado nunca esteve em perigo, muito graças a Odysseas.

Arbitragem:Pequenas más decisões
Não houve lances polémicos para ajuizar, mas na primeira parte esteve mal a assinalar faltas que não existiram e ao não ver uma sobre Gilberto que merecia amarelo. Quase sempre bem auxiliado nos lances de fora de jogo.

Análise dos jogadores
João Mário - Boa exibição do médio que terça-feira chamou por Ricardo Horta. Muito bem a transportar, a ponderar jogo e a passar. Gestor de jogo.
Odysseas – Três defesas a negar o golo ao adversário. O jogo de pés é um handicap que tarde em corrigir e melhorar.
Gilberto – Esta quarta-feira apareceu o lateral com vontade em fazer as coisas bem. Inaugurou o marcador com um bom golo.
Otamendi – Bom jogo do capitão a fazer cortes imperiais com a raça do costume. Adaptado ao estilo do míster.
Morato – Jogo regular do central que, com a bola nos pés, faz lembrar o compatriota Ricardo Gomes.
Grimaldo – Jogou quase como extremo e por isso abriu alguns buracos na defesa. É o jogador que mais centra.
Florentino – Está a subir de produção a cada jogo que passa. Corta com vigor e entrega com simplicidade.
Enzo Fernández – O motor do Benfica jogou bem mas tem a bitola muito elevada e até parece que fez um jogo fraco.
Rafa – Ao seu estilo de velocista, tecnicista e por vezes também individualista. As jogadas mais perigosas têm a sua intervenção.
Neres – Regressou num jogo em que mostrou bons pormenores, como aquele do 2-0. Entende-se bem com Rafa.
Gonçalo Ramos – O marcador de serviço assinou o ponto com um golo em arco. Por vezes parece desligado do jogo e pressiona como um defesa.
Yaremchuk – Jogo especial contra a equipa na qual se fez homem e jogador, com toda a carga simbólica inerente.
Henrique Araújo – O jovem avançado madeirense teve pouca bola e por isso poucas hipóteses de se mostrar.
Bah – Luta interessante com Gilberto pela posse do lugar na lateral direita. Vai ter de suar, mas tem potencial.
Chiquinho – Em nove minutos não pôde acrescentar muito ao jogo.
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