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Correio da Manhã

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Benfica reduz para 11 pontos a distância para o líder Sporting

Águia teve a primeira grande penalidade na Liga e foi o que valeu no resultado final. Exibição esteve longe de ser brilhante.
Sérgio Pereira Cardoso 6 de Abril de 2021 às 08:17
Benfica - Marítimo
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Chegou um penálti. Há muito que o Benfica reclamava do facto de não ter grandes penalidades na Liga e foi mesmo dos 11 metros que resolveu um encontro que se manteve em aberto até ao fim. Sustos à parte, missão cumprida na Luz - sexta vitória consecutiva sem sofrer golos, a quinta no campeonato, e redução de distâncias para o líder Sporting, agora a 11 pontos.

Na teoria, a missão até se adivinhava pouco espinhosa. Desde logo, o momento de maior vigor benfiquista nesta altura da temporada a contrastar com um aflito Marítimo, que não pontua na Luz desde 2009/10. Com uma temperatura agradável e à hora do pôr do sol, a águia entrou nas calmas, quase a pedir um lugar nas esplanadas que voltaram a reabrir.

Depois de perto de 20 minutos sem interesse, Hermes derrubou Rafa na área e o Benfica beneficiou do tal primeiro penálti no campeonato, à 25ª jornada. Luca Waldschmidt foi o escolhido e fê-lo na perfeição.

Três momentos houve em que a equipa de Jorge Jesus aumentou um pouco o ritmo e chegou com perigo à área adversária. Só que Seferovic perdeu o élan de eficácia que trazia: falhou o alvo aos 22’, acertou em Amir aos 29’, aqui após uma belíssima jogada com trabalho de Weigl, Waldschmidt e Rafa. Aos 34’, o suíço até fez um passe de luxo para o colega alemão do ataque, contudo, o guardião Amir levou a melhor.

O aparente conforto que se vivia na Luz na primeira parte ia saindo... Karo, nome do defesa cipriota do Marítimo que teve tudo para empatar o jogo num lance de bola parada. Helton Leite segurou a onda e o resultado manteve-se.
Depois do intervalo, muitas coisas se mantiveram. Desde logo, a inépcia na finalização encarnada. Aos 54’, jogada de laboratório executada com nota artística elevada, só Otamendi estragou a pintura perante uma baliza praticamente aberta.

O minuto 62 merece o seu próprio parágrafo. Canto para o Marítimo, Winck com o golo nos pés, mas Helton Leite a fazer uma defesa fabulosa. Contra-ataque imediato e Seferovic isolado. Amir não quis ficar atrás e defendeu com o pé.

O correr do relógio sem o jogo fechado começou a lançar sombras na Luz e o principal arrepio surgiu nos descontos, já com Vertonghen a ajudar na defesa - Correa atirou ao lado da baliza. Mesmo no fim, foi Chiquinho também a falhar a estocada definitiva e a certeza da conquista dos três pontos apenas chegou com o último apito de Luís Godinho. 

ANÁLISE
Rafa acelera e Helton segura
O Benfica está em ritmo de cruzeiro nos resultados, mas velocidade a sério, ontem, só nos pés de Rafa, travado com faltas, incluindo a do penálti. Sangue frio de Helton Leite manteve o resultado favorável, imitando o brilho de Amir na baliza dos maritimistas.

Oportunidades falhadas
Vale para as duas equipas, claro que com mais lances para o Benfica e Seferovic como expoente máximo do desperdício, mas o Marítimo teve também três claros momentos para empatar. Resposta benfiquista na bola parada defensiva com muito a rever.

Penálti indiscutível
Falta clara de Hermes sobre Rafa no lance que acaba por ditar o resultado final. O Marítimo ainda esboçou protestos em dois lances na área encarnada, mas Godinho parece ter decidido sempre bem tecnicamente. Critério disciplinar é que não foi uniforme.

"Com a corda na garganta..."
"O mais importante era ganhar e isso foi conseguido. Também era importante não voltarmos a sofrer golos. Mas a equipa durante os 90 minutos pôs-se a jeito porque teve várias oportunidades para ampliar o resultado. E quando falo de oportunidades é com os dois avançados sozinhos de frente para o ‘keeper’. É preciso falar com os jogadores e sobre estes momentos", disse Jorge Jesus após o jogo, com algum sentido crítico.

O técnico do Benfica manteve depois a tónica do discurso: "É claro que o facto de o resultado estar 1-0, o Marítimo acreditou que podia empatar e o Helton teve uma grande defesa. Estivemos sempre com a corda na garganta porque com o resultado curto até ao final ficamos sempre assim. Mas pronto, voltámos a ganhar e a não sofrer golos."

Jesus explicou depois a razão de ter voltado ao sistema de dois defesas-centrais: "Achei que não havia motivos táticos para ter três jogadores atrás, mas sim ter mais um jogador de características ofensivas porque o Marítimo também vinha a jogar com cinco defesas. No final, foi preciso porque o Taarabt também já estava em dificuldade." Sobre o futuro, adiantou o técnico: "Faltam nove jogos, todos eles vão ser difíceis. O próximo, em Paços de Ferreira, é difícil."
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