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Correio da Manhã

Desporto
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Desastre no Dragão com FC Porto a sofrer goleada frente ao Liverpool

FC Porto leva cinco e até podiam ter sido mais. Dragões faziam anos, mas ‘reds’ é que tiveram prendas.
Sérgio Pereira Cardoso e Luís Oliveira 29 de Setembro de 2021 às 01:30
Salah bisa na partida perante Diogo Costa e Marcano
Salah bisa na partida perante Diogo Costa e Marcano FOTO: Reuters
O massacre do costume. O Liverpool faz das viagens ao Dragão passeios em jeito de excursão com tudo incluído. Após vitórias por 5-0 e 4-1, agora os ingleses encheram a barriga com 5-1. E, na verdade, até podiam ter sido mais.

Péssima exibição do FC Porto no seu 128.º aniversário, numa noite em que até pode começar por se queixar do azar, pelas baixas de Pepe - estava escalado para o onze, mas não passou o teste, promovendo a estreia de Fábio Cardoso - e Otávio, que saiu lesionado aos 14’.

Serve isto de desculpa para o que viria? Nem pensar. A estratégia voltou a ser totalmente errada e o Liverpool sentiu-se em casa. Salah fez o primeiro, aproveitando um erro amador de Zaidu. Depois, Diogo Costa, o homem do melhor e do pior, foi evitando o 0-2 até aos 45’, quando, por culpa do jovem guardião, Mané também só teve de encostar para as redes.

Ao intervalo, Conceição tentou mexer com o jogo, sem sucesso. Diogo (50’, 51’ e 54’) lá foi novamente atrasando o prejuízo, mas uma perda de bola de Sérgio Oliveira deu no 0-3 de Salah. À vontade, Klopp começou a poupar para a Premier League e o FC Porto aproveitou para reduzir num golo de cabeça de Taremi, a passe de Fábio Vieira. Belíssimo golo e uma réstia de esperança, logo eliminada.

Diogo Costa de novo no pior. Saída da baliza quando Firmino estava totalmente coberto por Marcano. O brasileiro aproveitou nova prenda. E como o FC Porto vira um exemplo da lei de Murphy frente aos ‘reds’, até um golo anulado por fora de jogo foi revertido pelo VAR no bis de Firmino do 1-5. O Liverpool de Klopp marcava o 14.º golo nos últimos três jogos no Estádio do Dragão - 13 foram de Firmino, Mané e Salah.

Análise ao jogo
Positivo: Taremi volta a marcar
Não é fácil retirar coisas positivas do jogo, mas Taremi marcou um belo golo de cabeça, depois dos momentos brilhantes com Moreirense e Gil Vicente e do tento anulado em Madrid. Vitinha também entrou com personalidade num encontro já perdido.

Negativo: Tem de dar para mais
Podemos comparar orçamentos, dar conta das importantes baixas no FC Porto ou enveredar por outras desculpas, mas era possível fazer mais. O amadorismo em quase todos os golos ingleses espalha pelo mundo uma imagem muito negativa.

Arbitragem: Sem influência
O critério largo na análise de eventuais faltas levou ao desespero o público portista, mas o árbitro não teve influência no resultado. Mandou jogar, e bem, os lances de dúvida na área e o quinto golo do Liverpool é um fora de jogo revertido pelo VAR.

Análise aos jogadores
Taremi - O avançado iraniano marcou o golo de honra do FC Porto que minimizou um pouco o vexame desta goleada europeia. De resto faltou-lhe bola.
Diogo Costa – Jogo ingrato do jovem guardião. Fez um punhado de boas defesas e sofreu cinco golos - com prestação negativa em dois.
Corona – Exibição de baixo nível a defender e não se viu no ataque.
Fábio Cardoso – Chamado ao jogo à última hora, começou confiante mas depois enterrou-se junto com a equipa.
Marcano – O menos mau dos defesas, fez cortes importantes e tentou pôr ordem na casa, sem sucesso.
Zaidu – Atenuante: levou com Salah, dos melhores do mundo. Infantil no 0-1 e em mais uma série de lances.
Uribe – Comido de cebolada pelo meio-campo adversário.
Sérgio Oliveira – Não se conseguiu impor no ‘miolo’ e uma nulidade a levar jogo para a frente.
Otávio – Lesionou-se antes de qualquer lance de relevo.
Luis Díaz – Não se viu o Díaz desta época, influenciado pelo mau rendimento coletivo.
Toni Martinez – Não fez nada de importante no tempo em que esteve no relvado.
Fábio Vieira – Tentou dar vida à equipa, construiu e assistiu para o golo de Taremi.
Grujic – Entrou para estancar o jogo do Liverpool e evitar ainda ‘score’ mais grave.
Wendell – Fazer pior do que Zaidu seria dificil, mas também pouco acrescentou.
Vitinha – Mexeu positivamente com a equipa e Alisson negou-lhe o golo após remate.
Pepê – Pouco ou nada fez.
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