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Correio da Manhã

Desporto
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Dragão domina e regressa às vitórias

Após a perda dos primeiros dois pontos, na Madeira, frente ao Marítimo, o FC Porto deu uma boa resposta e venceu Arouca.
Secundino Cunha 29 de Agosto de 2021 às 01:30
Uribe marcou o primeiro golo do jogo e voltou a ser dos mais batalhadores da equipa nos 90 minutos
Sérgio Conceição durante o jogo
Uribe marcou o primeiro golo do jogo e voltou a ser dos mais batalhadores da equipa nos 90 minutos
Sérgio Conceição durante o jogo
Uribe marcou o primeiro golo do jogo e voltou a ser dos mais batalhadores da equipa nos 90 minutos
Sérgio Conceição durante o jogo
Uma resposta concludente ao primeiro deslize da temporada. O FC Porto entrou a todo o gás frente ao Arouca e não deu qualquer hipótese à turma do distrito de Aveiro, vencendo por 3-0 e contando outras tantas oportunidades perdidas. Isto apesar de os arouquenses poderem queixar-se de falta no início do lance que deu origem ao segundo golo portista. Já lá vamos.

O jogo começou com o FC Porto a dominar em toda a linha. Só ao minuto 15 é que o Arouca deu o primeiro sinal de alguma graça no meio-campo azul-e-branco, ao conquistar um pontapé de canto. De resto, controlo absoluto dos dragões.

E foi com naturalidade que a equipa da casa chegou ao primeiro golo, iam decorridos 24 minutos. O árbitro viu uma falta dura sobre Taremi (que daria amarelo para Leandro), mas deixou seguir a jogada. A bola foi ter à direita com Otávio, que centrou para a área, onde, após um ressalto, apareceu Uribe a rematar para o golo. Boa jogada portista, boa análise do árbitro.

Já no segundo golo, boa jogada do FC Porto e má análise do árbitro. Melhor: má análise do vídeo-árbitro. No momento da recuperação da bola, Marcano pisa o pé direito de Bukia e serve Díaz que, num passe magistral, isolou Taremi para o segundo do encontro.

Importa aqui sublinhar o nome do iraniano dos dragões, que este sábado encheu o campo todo. Atacou, defendeu, marcou e fez passes de morte que, em vários momentos, os companheiros não aproveitaram.

Na verdade, o FC Porto não deu um palmo de terreno aos jogadores do Arouca, cuja melhor oportunidade de golo (e a bem dizer, a única) surgiu ao minuto 87, quando Oday Dabbagh, acabado de entrar, ganhou as costas à defensiva portista, acelerou e, descaído para a esquerda, rematou para defesa apertada de Diogo Costa.

Um minuto antes, registou-se a ovação da noite no Dragão: a entrada de Wendell que, pela amostra, vai agarrar o lugar.

Falta dar conta do terceiro golo portista, que foi, no essencial, obra de dois defesas. Pepe correu para o ataque pela esquerda, rematou para a área, provavelmente com a intenção de alvejar a baliza, mas acertou em Marcano que, sem querer, desviou a bola para as redes. Minuto 63. Ainda houve, cinco minutos depois, um golo invalidado a Pepê, por fora de jogo.

positivo e negativo

Domínio azul-e-branco  
Foi preciso esperar até ao minuto 87 para ver uma oportunidade de golo do adversário, tal foi o domínio do FC Porto. E não se pode dizer que tenha descansado à sombra do resultado, que já era de 2-0 ao minuto 34. Os jogadores correram até ao fim.

Passividade do Arouca
É certo que o FC Porto era altamente favorito. Tem melhores jogadores e jogava em casa. Mas, mesmo assim, a equipa do Arouca foi demasiado passiva ao longo de todo o encontro. As faltas cometidas foram menos de metade das dos portistas.

ARBITRAGEM
Enganado pelo VAR
O árbitro, Hélder Malheiro, até esteve bem, mas foi literalmente enganado pelo VAR, Luís Ferreira, no segundo golo do FC Porto. É que Marcano pisou Bukia, no início da jogada, o que é bem percetível na repetição das imagens televisivas.


momentos do jogo

24'
1-0. 
Uribe estava no sítio certo, no segundo certo, depois do centro de Otávio ter ressaltado na defesa do Arouca. Desbloqueou o jogo.

34'
O segundo golo do FC Porto teve magia de Luis Díaz e raça de Taremi. Mas não deixa de ficar marcado por um erro de arbitragem.

63'
Uma tabelinha no 3-0 para o FC Porto. Pepe foi lá cima, tentou atirar à baliza, mas acertou em Marcano. A bola lá seguiu para a rede. 

87'
Foi quando o Arouca teve engenho para chegar à baliza portista. Oday Dabbagh ganhou à defesa, mas perdeu com o guarda-redes.

conceição diz porque corona ficou de fora
“Ausência de Corona? É fácil. Aquilo que os jogadores fazem, ou melhor, as minhas decisões têm como base os treinos e aquilo que os jogadores dão. Optei por outros jogadores, não tem nada a ver com outra situação de mercado”, garantiu este sábado Sérgio Conceição, que também justificou a opção por Vitinha - “está melhor” - em detrimento de Sérgio Oliveira.

Avançado iraniano preparado para as mais difíceis batalhas
Diogo Costa – Um espectador. Mas quando foi chamado, quase no fim, estava lá.
João Mário – Tomou conta do lado direito da defesa com mérito. Dá conta do recado.
Pepe – Um poço de energia. Ainda foi lá à frente rematar contra Marcano para o 3-0.
Mbemba – Tem feito boa parceria com Pepe. Já é assim desde a época passada.
Marcano – Está de regresso o grande craque. E até marcou um golo para animar.
Otávio – Foi o segundo melhor em campo. Fez-lhe bem a chamada à seleção.
Uribe – É um médio trabalhador e este sábado subiu à área para abrir o marcador.
Bruno Costa – Regressou de Paços com vontade de ficar no Dragão. Está a merecer.
Luis Díaz – O passe que isolou Taremi vale o bilhete de um jogo de futebol. Falhou golos, mas está perdoado.
Toni Martínez – Este sábado não foi a tarde do espanhol. Passou ao lado do jogo.
Vitinha – Meia hora em campo a dar nota de que ainda lhe falta um bocadinho.
Pepê – Colocou a bola lá dentro, mas não contou.
Francisco Conceição – Dá sempre corda ao jogo, mas este sábado não teve tempo.
Fábio Vieira – Quase não se deu por ele.
Wendell – O aplauso da bancada diz muita coisa.

Taremi
Foi o homem do desafio. De início ao fim, jogou e fez jogar. Marcou um golo e podia ter dado mais do que um a marcar. O iraniano está preparado para as batalhas mais complicadas.
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