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Correio da Manhã

Desporto
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Dragão em ritmo de passeio ganha frente ao Santa Clara

FC Porto deu-se ao luxo de uma certa ociosidade para ganhar um dos jogos mais fáceis da época e manter a liderança da Liga.
Luís Oliveira e Mário Pereira 8 de Novembro de 2021 às 09:01
46’ Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.
46’ Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.
46’ Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.
46’ Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.
46’ Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.
46’ Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.
Em ritmo de passeio, como convém a quem visita a ilha de São Miguel, o FC Porto ganhou de forma natural no terreno do Santa Clara e mantém a liderança da Liga.

Um golo a fechar a primeira parte e outro a abrir a segunda metade sentenciaram o jogo. Dois momentos definidores num jogo em que o FC Porto não precisou, nem de longe, de criar as dinâmicas com que costuma jogar na Champions. O ritmo imposto esteve quase nos antípodas da exibição em Milão, a meio da semana passada. E sem tirar nem pôr, os onze eleitos de Sérgio Conceição para iniciar o jogo até foram os mesmos. Por aqui se vê como o contexto mexe com a cabeça dos futebolistas.

As exigências, de resto, são completamente distintas. Nos Açores, o FC Porto encontrou uma equipa aguerrida, que até entrou bem no jogo com a criação da primeira oportunidade, mas bastante limitada no seu futebol curto e previsível. Mesmo com os dragões a jogar de forma quase ociosa, dava para perceber que até aparecer o primeiro golo seria uma questão de tempo. E de paciência.

Esse momento surgiu no final da primeira parte. Um disparo colocado de Sérgio Oliveira à entrada da área, que foi, também, um pontapé na monotonia. E aqui entenda-se por monotonia a narrativa do jogo: FC Porto a atacar devagar e devagarinho, Santa Clara a aguentar e a tentar, sem êxito, explorar transições em esforço e eventuais espaços nas costas da defesa azul-e-branca.

O início da segunda parte começa praticamente com o segundo golo do FC Porto, por Luis Díaz. Um golpe de cabeça que foi também um golpe decisivo na partida. A desforra da derrota na Taça da Liga (3-1) há cerca de duas semanas, que ditou o afastamento dos portistas da competição, estava consumada.

Até final do jogo, e com o Santa Clara a jogar com menos uma unidade por expulsão de Allano, a única expectativa criada era ver até que números subiria o resultado. Chegou aos 3-0 (bis de Luis Díaz) como poderiam ter sido quatro. Ou cinco. Este foi um dos jogos mais fáceis do FC Porto, nesta época.

Sérgio Conceição repete onze de milão
Sérgio Conceição apostou na ilha de São Miguel no mesmo onze inicial que tinha colocado em campo em San Siro, frente ao Milan (1-1), em jogo da Champions. n

Dragões recordam goleada ao Benfica
A newsletter diária do FC Porto assinalou este domingo os 11 anos sobre a goleada (5-0 em jogo da Liga) do clube azul-e-branco ao Benfica comandado por Jorge Jesus. 

positivo e negativo
Luis Díaz em grande
+ Antes de bisar já estava a ser o jogador mais incisivo do FC Porto. Luis Díaz é o melhor marcador do campeonato, mas não só. É também, neste momento, o melhor jogador da Liga portuguesa. A bola agradece quando passa por ele.

- A bater no fundo
O Santa Clara tem simultaneamente o pior ataque da Liga (em parceria com o Belenenses SAD) e também a pior defesa. É uma equipa limitada. Este domingo revelou todas as suas fragilidades e ninguém estranha o último lugar que ocupa na classificação.

arbitragem
Difícil era complicar

Jogo fácil para a equipa de arbitragem e para o VAR. Pequenas desatenções não desvirtuam um trabalho positivo, onde o mérito maior foi não complicar o que pareceu ser simples. E quando as equipas ajudam, o futebol é apenas futebol.

momentos do jogo
42’
Após recuperação de Otávio, a bola chega a Sérgio Oliveira. O médio progride um pouco, muda do pé direito para o esquerdo e remata colocado à entrada da área. 0-1 para o FC Porto.

46’
Outro golo com origem nos pés de Otávio. O luso-brasileiro faz um cruzamento largo para a área do Santa Clara onde Luis Díaz, com um tempo de salto perfeito, faz o 0-2.

Colombiano Díaz louco pelo golo continua em grande forma
Diogo Costa – Pouco trabalho. Fez uma defesa e demonstrou sempre segurança.
João Mário – Dinâmico na direita, este domingo com pouco trabalho defensivo.
Mbemba – Joga simples e exibe o cabedal quando acha necessário.
Pepe – O chefe continua seguro na sua reforma competitiva, sempre em altas.
Zaidu – Sem problemas a defender, tentou ir à frente.
Grujic – O trinco, com grande poder de desarme, entrega a bola de forma simples.
Sérgio Oliveira – Abriu o marcador com remate de pé esquerdo. Bom jogo.
Otávio – Ganhou a bola para o 1-0 e assistiu com centro tenso para o 2-0, num golo espetacular.
Taremi – Não marcou mas trabalhou muito e assistiu Díaz para o 3-0.
Evanilson – Bem que tentou marcar, mas não foi feliz a concretizar. Não vira a cara.
Francisco Conceição – Agitou a frente avançada e viu Fernandes negar-lhe o golo.
Vitinha – Entrou para manter a bitola do meio-campo
Bruno Costa – Dois bons pormenores a sair a jogar.
Pepê – Sem tempo para acrescentar muito ao jogo.
Fábio Vieira – Pouco tempo para se evidenciar.

Luis Díaz
Mais uma excelente exibição, mais dois golos e jogadas de grande tecnicismo. O extremo colombiano já leva nove golos no campeonato e por este andar vai durar pouco no futebol luso.
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