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Correio da Manhã

Desporto
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Dragão estende passadeira ao Leão em Moreira de Cónegos

Portistas estiveram a perder, empataram e até marcaram o 1-2, que foi anulado. Sporting está já a seis pontos.
Filipe António Ferreira e João Maltez 27 de Abril de 2021 às 01:30
Uribe e Taremi, em lance de ataque da equipa do FC Porto, no jogo em Moreira de Cónegos
Uribe e Taremi, em lance de ataque da equipa do FC Porto, no jogo em Moreira de Cónegos FOTO: MovePhoto
Jogo de loucos em Moreira de Cónegos, com o FC Porto a perder pontos e a deixar fugir ainda mais o Sporting – está a três vitória e um empate do título – na liderança do campeonato. O dragão esteve a perder, empatou e até fez o segundo nos descontos, mas o árbitro anulou por fora de jogo.

Já conhecedor daquilo que os rivais tinham feito, o FC Porto entrava em campo sem margem para falhar. Depois de um ligeiro atrevimento inicial do Moreirense, os dragões passaram a dominar. Mais posse e domínio, mas com poucas ou nenhumas ocasiões de golo. O competente bloco defensivo minhoto impedia os criativos portistas de alimentarem os dois avançados. Sem imprevisibilidade, o dragão passou a jogar na profundidade com muitas bolas para Taremi e Marega, que chegavam sempre atrasados.

A partir da meia hora de jogo, os cónegos passaram a sair no contra-ataque, explorando as costas dos laterais Nanu e Manafá. Antes do golo, Yan podia ter marcado mas Mbemba adiou o que viria a acontecer aos 37’. Num canto marcado por David Simão, Ferraresi (jogou na época passada no FC Porto B) fuzilou Marchesín, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que entrasse.

Logo a seguir, e num lance muito confuso, os dragões podiam ter empatado por Corona. Contudo, o capitão Rosic puxou dos galões e cortou para canto.

Primeiro lance do segundo tempo e grande desperdício azul. Taremi, isolado por Mbemba, atira para grande defesa de Pasinato, que logo depois voltou a mostrar enorme segurança. Quase a seguir, Rafael Martins esteve perto do 2-0, mas Marchesín, corajoso, fechou o ângulo de forma decisiva. O jogo ficou frenético.

Marega, aos 57’, desperdiçou no mesmo lance duas boas chances: primeiro Pasinato voltou a defender, depois atirou ao poste. Conceição mudou algumas peças e arriscou tudo com Pepe e Uribe sozinhos na defesa. O Moreirense ainda teve boa ocasião, mas Uribe evitou o 0-2 num corte destemido. Taremi empatou de penálti e deu esperança ao dragão, que ainda fez a festa da vitória, mas o golo de Martínez acabou anulado por fora de jogo de 10 centímetros.

Seis pontos distam o FC Porto do Sporting. O Dragão ainda tem esperança, mas o título está mais difícil a 5 jogos do fim.

Emprestados sem espaço
Sarr, emprestado pelo Chelsea, não joga na equipa principal do FC Porto desde 6 de março. Felipe Anderson, cedido pelo West Ham, está totalmente parado desde 4 de fevereiro.

Seis meses sem perder para o campeonato
O FC Porto está há praticamente seis meses sem perder para o campeonato. A última derrota na Liga foi na 6.ª jornada, em Paços de Ferreira, quando a equipa de Pepa se impôs por 3-2.

Análise ao jogo
Positivo: Muralha minhota
Pasinato foi o expoente máximo de uma equipa que já tinha feito dano ao líder Sporting e ao Benfica. O guarda-redes defendeu tudo aquilo que os seus defesas não conseguiram impedir. Só faltou o penálti.

Negativo: Desilusão após elogios
Marega foi decisivo no último jogo e elogiado pelo técnico Sérgio Conceição. Esta segunda-feira, teve noite para esquecer. Das duas chances que teve para marcar, acertou no guarda-redes e a seguir no poste.

Arbitragem: Dois penáltis por marcar
Pepe reclamou toque (que existe) na área do Moreirense em lance polémico antes do intervalo. Nem Hugo Miguel nem o VAR consideraram motivo para penálti. Conceição (81’) é tocado na área por Ba e o árbitro nada assinalou. Bem no lance sobre Toni Martínez.

Análise aos jogadores: Taremi bem que esperou por Toni
Termi -
Viu Pasinato evitar que empatasse aos 46’, mas não tremeu quando foi chamado a marcar o penálti do 1-1. Os lances mais perigosos saíram dos seus pés.
Marchesín – Primeira parte sem trabalho. Boa saída aos pés de Rafael Martins aos 51’.
Nanu – Não foi testado a defender e a atacar não conseguiu ser uma mais-valia.
Mbemba – Dois cortes de qualidade aos 34’ e 36’. Saiu lesionado.
Pepe – Manchou a exibição com um passe falhado que quase dava o 0-2. Tentou liderar a equipa na reação à desvantagem na 2ª parte.
Manafá – Noite infeliz. Perdeu várias bolas no ataque de forma quase amadora.
Sérgio Oliveira – Ameaçou em dois remates de longe e nada mais. Está com pouca dinâmica e a equipa ressente-se imenso.
Uribe – Batido por Ferraresi no 1-0, mas evitou o 2-0 de André Luís, com um corte em cima da linha de golo.
Corona – Foi uma sombra do jogador temido no um para um. Parece acusar cansaço e não teve uma jogada criativa.
Otávio – Nunca vira a cara à luta e tentou ajudar a equipa nas várias posições que ocupou em campo.
Marega – Outro peso pesado com influência negativa no jogo. Aos 57’ falhou um golo certo e definiu sempre mal.
Luis Díaz – Mais mexido do que Corona.
Toni Martínez – Voltou a melhorar a equipa quando entrou. Arrancou um penálti.
Francisco Conceição – Ofereceu irreverência.
Fábio Vieira – Esforçado.
Grujic – Sem influência.
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