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Correio da Manhã

Desporto
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FC Porto cura ressaca da Champions com vitória em Paços de Ferreira

Vitória importante, por 2-1, depois da goleada aos pés do Liverpool.
Filipe António Ferreira e Mário Figueiredo 3 de Outubro de 2021 às 01:30
André Ferreira fez várias defesas, mas acabou batido por Luis Díaz
André Ferreira fez várias defesas, mas acabou batido por Luis Díaz FOTO: Peter Spark
O FC Porto voltou ao rumo das vitórias depois da tragédia a meio da semana para a Champions. Os dragões até estiveram a perder, mas o 2-1 final acaba por pecar por escasso, dada a superioridade.
As seis alterações de Sérgio Conceição face ao jogo com o Liverpool trouxeram mais vontade em apagar a má imagem a meio da semana, mas também muita ineficácia. O FC Porto dominou em quase todos os momentos perante um Paços que se acantonou na sua área.

Os dragões remataram muito e encontraram em André Ferreira um guarda-redes inspirado. Vitinha, Uribe, Díaz e Francisco Conceição tentaram de todas as formas. Com um jogo muitas vezes parado devido às muitas faltas da equipa pacense, o FC Porto acabou surpreendido numa rápida transição. Lucas Silva rematou para defesa de Diogo Costa, mas a bola sobrou para Nuno Santos, que rematou para o 0-1. Os dragões ficaram a protestar uma eventual falta não assinalada sobre Marcano no início da jogada.

Do Dragão começaram a ouvir-se os primeiros assobios, apesar da vontade e intensidade portistas. Luis Díaz, sempre ele, acabou por amenizar o momento, ainda antes do intervalo, com o empate.
Depois de uma primeira parte muito apagada, Evanilson veio do descanso com outra vontade. Atirou à barra e quase a seguir Wendell fez o golo da vitória. Acabada toda e qualquer resistência pacense e tirando uma bola ao poste da baliza de Diogo Costa graças ao desvio do colega Wendell, o FC Porto fez o que quis do jogo. Só não conseguiu dilatar o marcador. Teve várias chances, mas André Ferreira voltou a estar gigante e impediu que a equipa de Jorge Simão saísse do Dragão vergada a uma goleada. Até final destaque para a expulsão de Taremi depois de lance polémico na área pacense.

Depois do turbilhão que a goleada sofrida na Champions provocou, o FC Porto voltou aos triunfos, por números escassos. Após a paragem das seleções, segue-se a Taça de Portugal com o Sintrense, antes do jogo importante para a Champions com o AC Milan.

"Nunca tirámos o pé do acelerador"
"Estávamos empatados ao intervalo e eu estava satisfeito com a equipa, o que não é normal. Por vezes estamos a ganhar e não estou a gostar tanto. Isto é sinónimo que, desde o primeiro segundo até ao fim do jogo, nunca tirámos o pé do acelerador", disse Sérgio Conceição.

Análise ao jogo
Positivo: Intensidade portista
Sérgio Conceição sabia que tinha de dar um murro na mesa. Mudou mais de meia equipa e a atitude e o querer foram outros. Os dragões só marcaram dois golos, mas nos 90’ justificaram outros números.

Negativo: Muitas paragens
A primeira parte acabou por ficar marcada pelo elevado número de faltas do Paços de Ferreira. E depois do golo de Nuno Santos essa tendência aumentou ainda mais. O tempo útil de jogo nos primeiros 45 minutos foi reduzido.

Arbitragem: Muitas dúvidas
No lance do 0-1, Marcano parece sofrer toque no início da jogada. Aos 33’, Antunes podia ter sido expulso. Manuel Mota deu o 2º amarelo a Taremi, que reclamou falta na área pacense.

Análise aos jogadores
Luis Díaz - Foi o líder da revolução levada a cabo por Sérgio Conceição após a goleada com o Liverpool. Fez o 1-1 numa altura crucial (a finalizar a primeira parte) e ainda teve participação ativa no outro golo. Está uns furos acima dos outros jogadores.
Diogo Costa – Grande defesa a remate de Lucas Silva, mas nada podia fazer na recarga de Nuno Santos.
João Mário – Não subiu tanto como é habitual.
Pepe – Muito empenho e uma notória falta de ritmo.
Marcano – Andou sempre em missão defensiva. Um corte arriscado.
Wendell – Trouxe profundidade e qualidade ao seu flanco. Fez o golão da reviravolta do marcador. Um corte arriscado com a bola a bater no poste.
Uribe – Trabalhador incansável, aventurou-se na frente e até esteve perto do golo.
Francisco Conceição – É um agitador. Desequilibra com facilidade as defesas contrárias, mas passa muito tempo no chão.
Vitinha – É o dono das bolas paradas. Transforma esses lances em perigo para o rival.
Evanilson – Apareceu na segunda parte com um cabeceamento à trave. Tem ainda um remate rente ao poste.
Taremi – Esforçado, esteve nos lances de perigo. Acabou expulso devido a um lance em que reclama falta para penálti.
Sérgio Oliveira – Entrou bem e com vontade. Um livre que passou perto da baliza.
Pepê – Não trouxe nada de novo, apenas frescura.
Toni Martínez – Trouxe presença na área.
Manafá – Rendeu o exausto Wendell.
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