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"Foi uma honra na minha vida fazer parte deste clube": Roman Abramovich reage à venda do Chelsea

Clube inglês confirmou este sábado um acordo definitivo ao consórcio liderado pelo bilionário norte-americano Todd Boehly.
Lusa e Correio da Manhã 28 de Maio de 2022 às 12:30
Roman Abramovich
Roman Abramovich
O Chelsea confirmou este sábado que chegou a um acordo definitivo para vender o clube inglês de futebol, ainda controlado por Roman Abramovich, ao consórcio liderado pelo bilionário norte-americano Todd Boehly, esperando que a transação esteja concluída na segunda-feira.

"O Chelsea pode confirmar que um acordo final e definitivo para vender o clube ao consórcio Todd Boehly/Clearlake foi celebrado na última noite. É expectável que a transação seja completada na segunda-feira", lê-se numa curta nota publicada no sítio oficial dos 'blues' na Internet.Horas depois, o clube publicou no site um comunicado de Abramovich onde afirma que o objetivo "tem sido assegurar que o próximo proprietário tenha uma mentalidade que permita o sucesso da equipa masculina e feminina, assim como a vontade e o impulso para continuar a desenvolver outros aspectos chave do Clube".

"Foi uma honra na minha vida fazer parte deste Clube - gostaria de agradecer a todos os jogadores, funcionários e, claro, fãs do Clube, passados e actuais, por estes anos incríveis", acrescentou o russo, que diz estar "satisfeito" por ter sido alcançada uma "boa conclusão" no negócio.

A venda do Chelsea, ainda detido por Abramovich e alvo de sanções ligadas à invasão da Ucrânia pela Rússia, a um consórcio liderado pelo bilionário norte-americano Todd Boehly por 4,25 mil milhões de libras (4,9 mil milhões de euros), tinha sido comunicada no dia 07 de maio, e foi aprovada pela Liga inglesa de futebol na terça-feira.

Nessa mesma noite, Portugal recebeu uma carta do russo Roman Abramovich, que tem passaporte português, pedindo autorização para a venda do clube, que recebeu 'luz verde' na quinta-feira.

Em comunicado, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que as duas autoridades nacionais competentes - Ministério dos Negócios Estrangeiros e Ministério das Finanças - autorizaram o pedido recebido da parte de Roman Abramovich "para uma derrogação humanitária, permitindo que o clube inglês seja transacionado".

"A autorização portuguesa decorre da garantia dada pelas autoridades britânicas de que as receitas da venda serão utilizadas para fins humanitários, não beneficiando direta ou indiretamente o proprietário do clube, que consta da lista de sanções da União Europeia", acrescentava-se na nota.

A posição do Governo português conta com a concordância da Comissão Europeia, adiantava o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O clube britânico, terceiro colocado na última edição da Premier League, atuou ao longo da última fase da temporada com algumas limitações precisamente por causa das sanções impostas a Abramovich.

Neste momento, o Chelsea opera com uma autorização especial que expira em 31 de maio e que lhe permite realizar determinadas operações, como receber dinheiro por direitos televisivos e vender ingressos para determinadas partidas.

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