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Correio da Manhã

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Juíza diz que há risco de César Boaventura fugir

Magistrada do TIC decreta domiciliária, mas não aceita privilégios. Empresário na cadeia até ter pulseira.
Tânia Laranjo 18 de Dezembro de 2021 às 07:36
César Boaventura vai ficar detido em casa, mas apenas quando receber a pulseira eletrónica
César Boaventura vai ficar detido em casa, mas apenas quando receber a pulseira eletrónica FOTO: Ricardo Jr
César Boaventura continua na cadeia anexa à PJ do Porto. A magistrada do TIC do Porto não aceita privilégios e trata o empresário como todos os arguidos. Não há polícias à porta - como aconteceu, excecionalmente, com Maria de Jesus Rendeiro e agora com Manuel Pinho -, pelo que o empresário tem mesmo de aguardar pela colocação da pulseira eletrónica que é da responsabilidade do Instituto de Reinserção Social. Poderá só ir para casa, em Esposende, no início da próxima semana.

A fundamentar a prisão de Boaventura está o facto de a magistrada dizer que há perigo de fuga. A juíza diz que César Boaventura tem meios de fortuna que lhe permitem furtar-se à ação da Justiça e, se ficar em liberdade, poderá tentar manipular as provas do inquérito. Continua ainda o tribunal a defender que só a prisão domiciliária faz sentido porque também há risco de continuar a atividade criminosa.

Além de ficar preso em casa, Boaventura - que foi detido no âmbito da operação Malapata - está ainda proibido de falar com os restantes arguidos - o motorista Ramiro Viana e o amigo Marco Carvalho, um empresário de Barcelos da área da metalúrgica.

A defesa do empresário, que diz estar falido mas gere verdadeiras fortunas através de offshores, já anunciou que pretende recorrer. Liliana Costa Pereira disse ao CM que está a proceder à analise da decisão de aplicação das medidas de coação, exatamente para apresentar recurso das mesmas.

Quanto aos outros dois arguidos, estão em liberdade desde a noite de quinta-feira.

Pormenores
Sem passaporte
Os dois arguidos que ficam em liberdade têm agora um prazo para fazer a entrega do passaporte. Não podem sair do País sem avisar as autoridades e não podem falar entre si, nem com Boaventura.

Vários crimes

Os arguidos estão indiciados por quatro crimes: fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, burla também na forma qualificada e ainda o crime de falsificação informática.

Busca a clubes

Boaventura arrastou Sporting e Benfica para este processo. O empresário tinha na sua posse faturas alegadamente passadas àqueles clubes que a PJ quer agora saber se são ou não falsas.
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