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Correio da Manhã

Desporto
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Leão sofre frente ao Nacional mas está firme no comando

Sporting está a sete pontos de celebrar o título de campeão nacional, depois de um triunfo com golos de Feddal e Jovane na reta final da partida.
Mário Figueiredo e João Moniz 2 de Maio de 2021 às 01:30
Paulinho esteve muito ativo no jogo, mas voltou a pecar na finalização, tendo desperdiçado situações claras de golo
Paulinho esteve muito ativo no jogo, mas voltou a pecar na finalização, tendo desperdiçado situações claras de golo FOTO: Lusa
Os golos de Feddal e Jovane Cabral permitiram este sábado ao Sporting uma vitória sofrida sobre o Nacional, que permite manter a distância de seis pontos para o FC Porto, o segundo classificado da Liga. Os leões estão agora a sete pontos (duas vitórias e um empate) de celebrarem o título de campeão nacional.

Rúben Amorim procedeu a duas alterações forçadas no onze, com as entradas do guarda-redes Maximiano (estreia na Liga) e o central Luís Neto para os lugares dos castigados Adán e Gonçalo Inácio. Já João Mário ficou no banco por opção, entrando para o seu lugar Daniel Bragança. Os leões dominaram, mas o Nacional não veio a Alvalade prestar vassalagem ao líder. Pressionou alto e criou algum embaraço à defesa leonina.
No entanto, o Sporting teve mais posse de bola, mais situações de perigo e... razões de queixa da arbitragem. A começar por uma falta sobre Paulinho (7’) que passou impune.

O Sporting controlava o jogo e sucediam-se as situações de perigo. Pote, isolado por Coates, rematou à figura de António Filipe. E Paulinho ainda fez um golo que foi anulado por um fora de jogo (quase um metro) de Pedro Gonçalves no início da jogada. Ainda antes do apito para o fim da primeira parte, Paulinho atirou forte, mas a bola bateu no poste.

Na etapa complementar, o Nacional ainda obrigou Max a defesa difícil, mas os leões voltaram a assumir as rédeas do jogo. Houve um domínio maior, mas as carências da finalização continuaram patentes. A expulsão de Alhassan e a entrada de Jovane Cabral fizeram o jogo pender para o Sporting. Com mais um elemento em campo, a equipa de Rúben Amorim foi asfixiando o Nacional, remetido a tarefas defensivas. Paulinho desperdiçou várias ocasiões. Mas Jovane acabou por assistir Feddal no 1-0 e converteu a grande penalidade, a castigar a falta que sofreu. Triunfo justo mas sofrido.

Euforia em Alvalade
Centenas de adeptos do Sporting concentraram-se este sábado nas imediações do Estádio José Alvalade para apoiar a equipa antes do jogo com o Nacional. O ambiente foi de festa com cânticos de apoio e até tochas e fumos. Mas também houve excessos e a polícia de intervenção chegou mesmo a afastar os adeptos. Pelo menos um adepto foi detido.

Análise do jogo
Positivo: Entrada de Jovane
Endiabrado é a palavra que descreve a exibição de Jovane Cabral. Trouxe velocidade, agressividade, uma assistência e um golo. É ele quem cruza para o cabeceamento de Feddal e é ele quem sofre a falta para penálti que acabou por converter.

Negativo: Jogo com 40 faltas
O jogo teve 40 faltas, 30 para o Nacional e 10 para o Sporting. Houve cinco cartões amarelos e um duplo amarelo que valeu a expulsão de Alhassan. Demasiadas faltas e muitas paragens de jogo sem punição.

Arbitragem: Casos e mais casos
A arbitragem esteve envolta em polémica e não agradou às duas equipas. Os leões queixam-se com razão de dois penáltis não assinalados, uma falta de Júlio César sobre Paulinho (7’) e uma palmada de Azouri a Daniel Bragança (45+1’). Bem no golo anulado a Paulinho por fora de jogo (97 cm). Os insulares reclamam da expulsão.  

Análise dos jogadores
Jovane - Revolucionou a equipa. Deu criatividade e velocidade. Arrancou a expulsão. Assistiu Feddal para o 1-0. ‘Sacou’ e marcou o penálti que deu o 2-0. No Dia do Trabalhador teve alto rendimento.
Max – Estava parado desde 11 de janeiro, o que se notou no jogo de pés algo perro. Saída arrojada aos 46’ quando Éber Bessa estava isolado.
Neto – Mais uma exibição como tantas outras: sem deslumbrar e sem comprometer.
Coates – Dois passes longos que deixaram Pote em posição privilegiada. Distraiu-se aos 46’ e deixou que Éber Bessa se isolasse depois de lhe roubar a bola. Ainda jogou largos minutos a avançado.
Feddal – Estava a passar ao lado do jogo (sobretudo por ir cumprindo sem problemas na defesa) mas revelou-se decisivo: mostrou aos avançados como se cabeceia para marcar um golo.
Porro – Está a perder gás à medida que a época avança. Pouco assertivo no apoio ao ataque na 1ª parte, melhorou após o intervalo e ameaçou num remate de longe aos 65’.
Palhinha – Intratável a lutar pela bola. Mas no momento ofensivo foi pouco esclarecido e acabou sacrificado quando foi preciso mais criatividade.
Daniel Bragança – Não estava a fazer um dos seus melhores jogos, demasiado complicativo e sem dar fluidez ao ataque. Melhorou quando recuou para fazer de Palhinha.
Nuno Mendes – Parece que ainda não está a 100% fisicamente e o seu jogo ressente-se.
Pedro Gonçalves – Isolado aos 21’ não foi matador. Fez um grande passe para Paulinho aos 70’ e ameaçou aos 82’.
Paulinho – Oportunidades falhadas aos 11’, 45+2’ e 70’. A um avançado exige-se que marque golos...
Nuno Santos – Deu a largura que andava a faltar ao ataque leonino mas não conseguiu ser incisivo no último terço. Um remate intercetado.
Plata – Mais uma tentativa de melhorar o jogo pelas alas.
Matheus Nunes – Entrou para segurar a vitória.
Matheus Reis – Refrescou a defesa após o 1-0.
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