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Correio da Manhã

Desporto
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Mau fim para o Benfica na Taça da Liga com três tristes empates

Lage, na cidade Natal, viu RDT aproveitar uma prenda e Jota brilhar no 0-2. Nenhum deles celebrou os golos.
Sérgio Pereira Cardoso 22 de Dezembro de 2019 às 01:30
Jota, aqui perante a oposição de Carlinhos, marcou um belíssimo golo de pé direito, num disparo sem hipóteses para o guardião sadino, Makaridze
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
Jota, aqui perante a oposição de Carlinhos, marcou um belíssimo golo de pé direito, num disparo sem hipóteses para o guardião sadino, Makaridze
V. Setúbal - Benfica
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V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
Jota, aqui perante a oposição de Carlinhos, marcou um belíssimo golo de pé direito, num disparo sem hipóteses para o guardião sadino, Makaridze
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
V. Setúbal - Benfica
O mal já estava feito, mas a fotografia final podia ter sido bem melhor. O Benfica despede-se da Taça da Liga com um empate em Setúbal, o terceiro em três jogos na prova. Os golos de De Tomas e Jota, este de particular beleza, pareciam suficientes para o triunfo do adeus, mas Zlobin fez asneiras e Guedes brilhou duas vezes.

Para fechar o ano, e até porque estava na cidade Natal, Bruno Lage deu como prenda mais minutos a jogadores que não têm sido opção no onze. O início foi pouco prometedor. Aliás, nem sequer apenas no que ao Benfica diz respeito. A primeira parte tornou-se um bocejo total, que só uma maluqueira ou outra de Makaridze - até chegou a fintar Caio Lucas - iam animando. Heriberto ainda deu nas vistas aos 10’ e Gedson respondeu de livre. Causaram algum frisson, mas os tiros foram para fora. Ao intervalo, zero remates à baliza. O resultado é fácil de adivinhar.

Ainda em jeito natalício, Carlinhos olhou para RDT e viu que o espanhol precisava de elevar o espírito. A assistência não caiu em saco roto. Remate certeiro do homem dos 20 milhões e vantagem para o Benfica. Zero sorrisos de De Tomas.

Talvez adivinhasse que de Guimarães rapidamente chegariam más notícias e já nada havia a fazer. Jota não quis saber e enviou um tiraço em arco. Grande golo, mas também sem particular festa - beijou o símbolo. Parecia uma bela imagem para deixar na despedida da prova, mas Zlobin foi a tempo de fazer asneiras e, ao falhar o tempo de saída, deu o 1-2 a Guedes, que mandou toda a gente sair da frente com um 2-2 para ver e rever. Triste Sado no final para o Benfica.

Bruno Lage lamenta "últimos dez minutos"
"Queríamos era vencer este jogo. Aquilo que era a nossa estratégia de não deixarmos o Vitória jogar conseguimos. Depois, com alguma tranquilidade, chegámos à vantagem, mas nos últimos dez minutos deitámos tudo por terra. Dou os parabéns ao V.Guimarães",disse Bruno Lage.

O técnico do Benfica voltou a justificar a aposta em jovens da formação: "É difícil estar muito tempo sem jogar e depois entrar, ainda por cima com um onze quase novo. Ficámos satisfeitos com o desempenho de toda a gente. O importante foi manter a coerência desta competição ao nível de onzes escolhidos. Sabíamos que tínhamos de fazer primeiro o nosso trabalho, mas não estávamos dependentes de nós".

Lage fez ainda um balanço de 2019: "Estou a cumprir um sonho, estou satisfeito com o que a equipa foi capaz e com a dedicação".

Zlobin tirou o triunfo ao arco feito por jota
Zlobin – Final horrível. A abordagem no 1-2 é péssima e, apesar de o remate do 2-2 ser fabuloso, parece que podia ter ficado melhor na foto.
Tomás Tavares – Foi um dos melhores, até pela constante presença ofensiva, mas o cruzamento do 1-2 acaba por surgir no seu lado.
Jardel – Também permitiu espaço em demasia aos avançados e adormeceu no final, permitindo o empate.
Morato – Marcado pela péssima abordagem no 2-2. Tem erros de timing claros, apesar de forte jogo aéreo.
Nuno Tavares – Com algumas dificuldades na esquerda, primeiro com Berto e depois com Zequinha.
Florentino – Sem particular brilhantismo, foi ganhando terreno na segunda parte.
Gedson – Estava a carregar a equipa em termos de intensidade e de presença territorial. Saiu e tudo piorou.
Caio Lucas – O toque de futsal de pouco lhe vale se não tiver inteligência na tomada de decisões. Cruzamento disparatado aos 53’ é exemplo.
Jota - Não esteve sempre brilhante, mas foi quem mais tentou criar no Benfica. O golo que marca, em arco, é excelente e foi o melhor momento do jogo no que aos encarnados diz respeito.
Raul de Tomas– Taciturno, lá foi lutando, até aproveitar uma prenda de um adversário para marcar o 0-1 com o pé direito. Não festejou.
Seferovic – Atirou uma bola ao poste e fartou-se de correr, mas não foi suficiente.
Chiquinho – Está na jogada do golo de Jota.
David Tavares – Um remate sem grande perigo.
Tiago Dantas – Estreia na equipa A.

ANÁLISE

+ Sai da frente, é o Guedes
Dois golos do avançado sadino mudaram tudo no jogo. O segundo é uma execução brilhante, a que se junta o grande remate do menino Jota. Foram os momentos do jogo da despedida dos dois clubes.

- Zlobin meteu água
O guardião russo do Benfica fica muito mal na fotografia de despedida. Se já parecia algo inseguro, meteu água na saída que deu o 1-2. Por falar em água, a primeira parte do encontro foi uma autêntica seca.

Sem grandes problemas
Jogo sem grandes lances para decidir, sendo, portanto, de arbitragem relativamente fácil, até pelo ritmo pouco elevado. Foi algo permissivo, inicialmente, com as entradas mais ríspidas de Semedo, mas corrigiu depois com um amarelo ao médio do V. Setúbal. De resto, sempre tranquilo.
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