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Correio da Manhã

Desporto

Morita abre caminho para a vitória

Frente a um adversário muito fechado, o leão foi capaz de encontrar espaços que renderam dois golos.
Octávio Lopes 1 de Outubro de 2022 às 01:30
Pote conduz mais uma jogada de ataque do Sporting. O médio marcou o segundo golo
Rúben Amorim diz que tem de ser a equipa a empolgar os adeptos
Pote conduz mais uma jogada de ataque do Sporting. O médio marcou o segundo golo
Rúben Amorim diz que tem de ser a equipa a empolgar os adeptos
Pote conduz mais uma jogada de ataque do Sporting. O médio marcou o segundo golo
Rúben Amorim diz que tem de ser a equipa a empolgar os adeptos
O Sporting venceu (3-1) esta sexta-feira o Gil Vicente, em Alvalade, e fez um bom ensaio geral para o embate diante do Marselha, na terça-feira, para a Champions, em França, jogo que vale 2,8 milhões de euros em caso de triunfo.

Frente a um adversário que apostou numa defesa compacta e recheada (5x4x1, que muitas encolhia para o 6x4), o leão foi capaz de abrir muitas brechas na muralha adversária e, naturalmente, abriu o marcador aos 16 minutos, por Morita, que finalizou uma boa assistência de Nuno Santos. Seis minutos depois, o domínio dos donos do terreno deu o 2-0, por Pote, que não desperdiçou um espetacular calcanhar de Morita, que o colocou na cara de Andrew.

Seguiu-se um período em que o Gil se estendeu mais no relvado, o suficiente para chegar à área contrária e obrigar Adán a brilhar num remate de Fran Navarro. Depois deste susto, o Sporting voltou a mandar e só não marcou mais golos até ao intervalo porque Paulinho, Pote e Trincão foram demasiado cerimoniosos na hora de finalizar boas jogadas coletivas.

Após o intervalo, a equipa de Rúben Amorim continuou a mandar e a errar no último passe e na finalização. O Gil Vicente percebeu que podia incomodar. E incomodou. Nos minutos 60 e 69, Murillo e Fran Navarro, respetivamente, ficaram na cara de Adán. Remataram forte, valendo aos leões duas ‘milagrosas’ intervenções do guarda-redes espanhol.

O Sporting acusou o toque. Fechou espaços no ‘miolo’ e passou a não fazer tantos passes longos disparatados e a não errar os fáceis. Voltou a dominar a seu bel-prazer, a criar oportunidades, que ia desperdiçando. Edwards, por exemplo, teve uma em que demorou tanto tempo a rematar que um defesa chegou a tempo de enviar a bola para canto. No minuto 82, no entanto, o recém-entrado Rochinha mostrou como se fazia: lançado por Esgaio, entrou na área, tirou um adversário do caminho e atirou para o 3-0. O Gil reagiu, atirou uma bola à barra e fez o 3-1, nos descontos, por Fran Navarro.

"Devíamos ter feito mais golos"
"Jogo bastante competente, que podia ter sido mais complicado não tivéssemos marcado os golos na primeira parte. Sente-se no ambiente do estádio. É normal, temos de ser nós a empolgar os adeptos. Criámos várias oportunidades, não deixámos o Gil Vicente criar. Na segunda parte voltámos a ser competentes, com várias oportunidades. Devíamos ter feito mais golos e não podíamos ter sofrido", disse Rúben Amorim.

O treinador do Sporting elogiou depois Marsà, em estreia, e Morita. "O Marsà já tinha feito na pré-época e tem uma escola de Barcelona que se nota no jogo. Muito confiante com bola, muito forte na organização do jogo. Tem defeitos, porque não tem tanto jogo na parte defensiva. Mas é muito inteligente. O Morita cresce de jogo para jogo, tem evoluído muito."

Sobre o jogo com o Marselha, na terça-feira (na Champions), adiantou. "Objetivo é sempre vencer. É um grupo difícil. Mas temos as nossas ambições. Vamos lutar pelos três pontos, numa competição em que tudo pode acontecer."

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