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Correio da Manhã

Desporto
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Nadia Nadim, a afegã que "sonhou em grande" e de refugiada virou estrela nos relvados de França

Atacante com história de superação anunciou a saída do PSG, clube que ajudou a levar à conquista da liga francesa.
Iúri Martins(iurimartins@cmjornal.pt) 22 de Junho de 2021 às 21:43
Nadia Nadim, a afegã que 'sonhou em grande' e de refugiada virou estrela nos relvados de Paris
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Aos 10 anos perdeu o pai, um general do exército afegão, assassinado por talibans. Aos 33 anos ajudou o PSG a conquistar o primeiro título de campeão de futebol feminino. Esta é a história de vida de Nadia Nadim.

Nadim, as irmãs e a mãe venderam tudo o que tinham quando o pai foi executado. O objetivo era conseguir pagar a um contrabandista para as levar para o Reino Unido. Os relatos desses tempos difíceis foram publicados no seu livro "Nadia Nadim: Min historie". Aterraram em Itália depois de conseguirem viajar com passaportes falsos. Chegadas à Europa, conseguiram entrar num camião de transporte de refugiados que acreditavam que as ia levar até Londres. A verdade é que, quando conseguiram abandonar a viatura, foram deixadas na localidade de Randers, Dinamarca.

Foi então na Dinamarca, num campo de refugiados, que voltou a ter contacto com o futebol, que chegou a jogar às escondidas com o pai quando era criança. Apesar das reconhecidas qualidades no relvado, os problemas relativos à cidadania foram impedindo Nadim de representar a seleção da Dinamarca. A Associação de Futebol dinamarquesa foi obrigada a submeter um recurso à FIFA para o departamento legal abrir uma exceção.

Ao longo da carreira representou o Fortuna Hjorring, New Jersey, Portland Thorns, Manchester City e o PSG, onde chegou em janeiro de 2019. Na sua biografia caracterizou-se como única entre as francesas, apontando ao 'fogo' que falta às jogadoras gaulesas.

A verdade é que com o seu poderio e qualidade em campo, o PSG tornou-se pela primeira vez campeão de futebol feminino no passado dia 4 de junho. Nadim admite que as dificuldades que passou ao longo da vida, as lutas que travou durante os meses em que foi uma refugiada, fortaleceram o seu desejo de sucesso. "O que passei em criança transformou-me na pessoa que sou", refere Nadim. "Eu gosto de vencer e quero ter sucesso, não importa o que aconteça, não quero voltar para onde estava quando era criança", sublinha.

A afegã naturalizada dinamarquesa anunciou o abandono ao PSG, a atacante vai jogar no Racing Lousiville FC e o contrato é válido por duas temporadas, até 2023. Quando pendurar as chuteiras, Nadia Nadim já tem o destino traçado, quer seguir carreira como cirurgiã reconstrutiva.
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