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Correio da Manhã

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PGR abre inquérito às agressões a repórter da TVI no final do jogo entre Moreirense e FC Porto

Pinto da Costa garantiu que o empresário Pedro Pinho, que agrediu o repórter, não integrava a comitiva.
Record 27 de Abril de 2021 às 17:01
A Procuradoria-Geral da República abriu, esta terça-feira, um inquérito às agressões ao repórter da TVI ocorridas no final do Moreirense-FC Porto.

Após o encontro da 29.ª jornada da Liga NOS, que terminou empatado 1-1, o treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, dirigiu-se ao árbitro Hugo Miguel e acabou por ser expulso.

Mais tarde, o repórter da TVI foi agredido nas imediações do estádio do Moreirense, de acordo com imagens transmitidas pelo próprio canal de televisão.

Anselmo Crespo, diretor de informação da TVI, explicou esta terça-feira na TVI24 que recebeu um telefonema de Pinto da Costa esta manhã, em que o presidente do FC Porto garantiu que o empresário Pedro Pinho - que agrediu um repórter de imagem do canal - não integrava a comitiva do FC Porto que ontem esteve em Moreira de Cónegos.

"O presidente Pinto da Costa ligou-me poucos minutos antes de eu entrar para este estúdio para se solidarizar e também condenar qualquer ato de violência, este em particular. Ele teve essa atenção institucionalmente. Quis também deixar claro que este senhor não só não pertence ao FC Porto como não integrava a comitiva do clube. Não assistiu ao jogo a convite do clube. Foi esta a versão que Pinto da Costa acabou de me dar", contou Anselmo Crespo.

O jornalista explicou também que o empresário já se ofereceu para pagar os danos causados. "Pedro Pinho já fez chegar à TVI um pedido de desculpa ao nosso repórter de imagem, compromtendo-se a pagar qualquer dano que tenha sido provocado, mas recusando a ideia de que tenha havido uma agressão. Não é esse o relato que temos, não só do nosso colega, mas também das pessoas que lá estavam."

Anselmo Crespo deixou também uma reflexão: "Acho que isto devia ter uma consequência qualquer, independentemente do nosso colega fazer ou não queixa. As instituições do futebol não podem permitir e conviver com atitudes como as que aconteceram."
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