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Correio da Manhã

Desporto
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Portugal mais perto do Mundial2022 no Qatar

Seleção portuguesa revela grandes carências ofensivas e não consegue melhor do que um empate a zero na República da Irlanda.
Mário Figueiredo e Luís Oliveira 12 de Novembro de 2021 às 01:30
Irlanda 0-0 Portugal
Cristiano Ronaldo disputa a bola com Duffy, no jogo em Dublin
Irlanda-Portugal
Irlanda 0-0 Portugal
Cristiano Ronaldo disputa a bola com Duffy, no jogo em Dublin
Irlanda-Portugal
Irlanda 0-0 Portugal
Cristiano Ronaldo disputa a bola com Duffy, no jogo em Dublin
Irlanda-Portugal
Foi uma seleção nacional em rendimento mínimo aquela que empatou esta quinta-feira a zero na República da Irlanda, relegando a decisão do apuramento para o Mundial de 2022 no Qatar para o jogo de domingo com a Sérvia, no inferno da Luz, onde bastará um empate para carimbar o passaporte.

Fernando Santos não se coibiu de poupar os jogadores em risco de falharem o jogo com a Sérvia se vissem mais um cartão amarelo. Palhinha foi a exceção, mas João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Renato Sanches e Diogo Jota foram relegados para o banco já a pensar na batalha decisiva.

Com Danilo a central e com a dupla de médios do Sporting (Palhinha-Matheus Nunes) no onze, Portugal teve mais bola e criou mais perigo, embora os irlandeses nunca tenham abdicado de explorar o contra-ataque e de incomodar Rui Patrício.

Portugal pressionava alto e criava problemas à equipa da casa, mas a circulação de bola estava longe de ser sólida, o que se traduzia numa grande incapacidade de finalização. Isto apesar de o ataque ter CR7, André Silva e Gonçalo Guedes.

Cristiano Ronaldo foi o mais perigoso e até ficou a pedir uma grande penalidade, quando foi impedido de disputar uma bola de cabeça. O juiz espanhol mandou jogar. E, no contra-ataque, Patrício foi obrigado a ir ao chão para travar um remate de Robinson.

A equipa das quinas revelava dificuldades e alguma falta de rotinas entre os jogadores que esta quinta-feira foram chamados à titularidade.

Na etapa complementar, uma escorregadela de Matheus Nunes dentro da área ia comprometendo o jogo, mas Patrício defendeu com segurança.

Cristiano Ronaldo tentava remar contra a maré, mas pouco podia fazer sozinho. Os laterais lusos subiam pouco e faltava o municiamento para o ataque.

CR7 ainda teve as melhores ocasiões de golo, mas as bolas saíram ao lado da baliza. Os irlandeses impulsionados pelo seu público tentavam ferir a seleção nacional que resistia no último reduto.

Pepe acabou por ver um segundo amarelo desnecessário ao tocar com a mão na cara de um adversário. O vídeo-árbitro não podia intervir no lance e o central acabou expulso do jogo e vai falhar o embate com a Sérvia, em que Portugal está proibido de perder.

Positivo e negativo

+Irlandeses com brio
Os irlandeses já estavam arredados do apuramento para o Mundial no Qatar, mas nunca deixaram de acreditar numa vitória. Apoiados pelo público, mantiveram uma postura agressiva e de grande brio. Foram premiados com o empate.

-Pepe e os amarelos
É o mais velho da Seleção, mas esta quinta-feira cometeu um erro de principiante. Viu um amarelo por mão na bola e acabou expulso quando, junto à linha lateral, ao tentar controlar um lance deu com a mão na cara de um adversário. Falha a Sérvia.

Arbitragem
CR7 pediu penálti
Cristiano Ronaldo ficou a pedir uma grande penalidade quando foi abalroado por Doherty dentro da área irlandesa ao tentar cabecear a bola. Juiz esteve bem nos amarelos a Pepe - o central podia ter evitado o segundo cartão.

Momentos do jogo
26’
Cristiano Ronaldo é abalroado por Doherty dentro da área irlandesa quando tentava cabecear a bola. Ficou a protestar e a pedir penálti, mas o árbitro e o VAR mandaram jogar.

67’
Cristiano Ronaldo cabeceia com perigo, mas a bola acaba por sair rente ao poste. Naquela que foi a jogada mais perigosa de Portugal, coube a André Silva fazer o cruzamento para área.

82’
Pepe, que já tinha visto um cartão amarelo por uma mão na bola, tenta controlar um lance junto à linha lateral e toca com a mão direita na cara do adversário. Novo amarelo e expulsão.

"Se tivéssemos ganho 5-0 era a mesma coisa"
"Saio satisfeito com o resultado, mas nunca conseguimos pegar no jogo. Se tivéssemos ganho 5-0 era a mesma coisa. Portugal sabe que a Sérvia tem de jogar no nosso estádio para ganhar o jogo", afirmou esta quinta-feira Fernando Santos, agradado com o facto de Portugal ir em vantagem para o duelo decisivo de domingo com os sérvios. O selecionador voltou a explicar porque deixou de fora jogadores em risco de exclusão se vissem amarelo: "Nunca sabes como eles, condicionados, vão reagir num jogo físico como este."

CR7 foi quem mais tentou ganhar
Rui Patrício –
Duas defesas e pouco mais. Sofreu falta no golo anulado à Irlanda.
Nelson Semedo – Dinâmico na direita, com algum trabalho defensivo.
Danilo – Adaptado a central, exerceu força física para ganhar os duelos.
Pepe – Foi o Pepe habitual a jogar e na impetuosidade. Foi expulso e falha jogo decisivo.
C. Ronaldo - O jogo da seleção portuguesa valeu pelos momentos positivos de CR7. Teve duas oportunidades para marcar, uma delas de cabeça. O capitão foi dos mais inconformados.
Diogo Dalot – O jovem defesa não fez um grande jogo.
Palhinha – O médio fez um jogo à sua imagem. Bem a travar o jogo adversário.
Matheus Nunes – Sentiu dificuldades na luta de meio-campo. Uma escorregadela que ia correndo mal aos 54’.
Bruno Fernandes – Mais um jogo pela seleção em que pouco se evidenciou.
Gonçalo Guedes – Algumas arrancadas pela direita e centros perigosos.
André Silva – Correu muito, tentou marcar mas não foi feliz. Boa assistência para CR7.
Rafael Leão – Bons pormenores na esquerda enquanto esteve em campo. Sacrificado pela expulsão de Pepe.
João Moutinho – Dinamizou o meio-campo.
João Félix – Tentou mexer com o jogo, mas fez pouco.
Renato Sanches – Sem tempo para exercer o seu poderio.
José Fonte – Chamado em SOS para segurar a defesa.
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