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Correio da Manhã

Desporto
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Superáguia está de volta: Benfica goleia Sp. Braga na Luz

Everton fez o seu melhor jogo - dois golos e duas assistências para Rafa, que também bisou, já depois dos tentos de Grimaldo e Darwin
Sérgio Pereira Cardoso, João Moniz e Rui Pando Gomes 8 de Novembro de 2021 às 08:39
Everton e Rafa festejam um golo do Benfica, numa noite de redenção
Everton e Rafa festejam um golo do Benfica, numa noite de redenção
Edas cinzas renasceu uma superáguia. Que grande resposta do Benfica, num cenário de crise de resultados, que terminou este domingo com uma cabazada na receção ao Sp. Braga. Grimaldo começou por mostrar cabeça e Darwin também marcou, mas foram Rafa e Everton, com dois golos cada, as estrelas maiores de um festival dos encarnados na Luz.

É caso para dizer que, com o Braga, veio o Bom Jesus. O treinador do Benfica até terá ouvido alguns assobios dos adeptos antes do encontro, mas poderão pensar duas vezes depois do que se viu em campo - até porque ficou sem João Mário e Lucas Veríssimo, por lesão, durante a primeira parte.

Ainda nem 100 segundos corridos e a águia já se adiantava, com um golo, imagine-se, de cabeça de Grimaldo. Assistência perfeita de Darwin, com intervenção importante de Lucas Veríssimo, que ganhou a bola na defesa e acabou na área adversária a causar confusão entre o setor recuado arsenalista.

Mas nem tudo foram rosas. A equipa de Carlos Carvalhal ainda reagiu, cerca de dez minutos depois, num passe perfeito de Castro a isolar Ricardo Horta, que não perdoou no remate perante Odysseas. 1-1 e promessas de um encontro equilibrado.

Promessas desfeitas a partir da meia hora de jogo. Foi aos 37’, mais precisamente, que Grimaldo aparece novamente solto na esquerda e dispara para um remate que Matheus ainda defende. Só que Darwin estava atento e a recarga deu no 2-1.

O golpe deixou os bracarenses atordoados e, quando perceberam, já tinham mais dois na conta. A equipa minhota tentava pressionar, subida no terreno, e era apanhada nas transições de Everton e Rafa Silva. O primeiro assistiu o segundo para os 3-1 e 4-1 -
finalizações de excelência do internacional português, a justificar, tal como Darwin, o descanso que lhes foi dado frente ao Bayern.
E por falar em Bayern, depois da derrota pesada na Alemanha, o Benfica pareceu querer imitar os bávaros e continuou a acelerar rumo à baliza adversária. Rafa Silva fez questão de devolver o favor a Everton e fez o passe para o brasileiro brilhar - sentou Paulo Oliveira e fez o quinto. Perto da hora de jogo, fez o sexto, num remate de primeira a passe de Darwin. Um festival de golos e, para sorte do Sp. Braga, valeu Matheus a evitar festival ainda maior.

Positivo e negativo
+ Barrigada de Cebolinha
Rafa partiu a loiça e Darwin também brilhou, mas aqui o destaque vai para Everton, no seu melhor jogo desde que chegou ao Benfica-Bis de golos e assistências. Foi um ‘Cebolinha’ de chorar por mais. Jorge Jesus sai por cima de semana difícil.
- Braga por um canudo
Bom Jesus de um lado e um péssimo Braga do outro. A equipa de Carlos Carvalhal teve jogo na quinta-feira, é certo, mas nada justifica o arraso de bola que os arsenalistas levaram na Luz - cada transição era um susto e Matheus ainda evitou pior.

Arbitragem
Arbitragem tranquila
Algumas dúvidas na disputa de bola de Paulo Bernardo no início do lance que dá o 2-1, mas Artur Soares Dias estava perto e mandou seguir. Sem influência num encontro tão desnivelado que acabou por ser tranquilo para o árbitro.

Momentos do jogo
2’
Lucas Veríssimo recupera a bola e deixa em Gilberto, que lança Darwin pela direita. O centro do uruguaio encontra Grimaldo no segundo poste e o cabeceamento do espanhol dá no 1-0.
12’
Otamendi perde a bola para Castro, que é rápido a isolar Ricardo Horta. O remate do arsenalista sai cruzado e colocado, sem hipóteses para Odysseas, no então empate a uma bola.
37’
Everton conduz a bola num ziguezaguear que termina em passe para Grimaldo. O remate do esquerdino desvia num arsenalista e é defendido por Matheus. Na recarga, Darwin faz o 2-1.
45’+3
Everton ganha o duelo com Sequeira no lado direito e lança Rafa, que é mais rápido do que Paulo Oliveira e, isolado, coloca a bola longe do alcance de Matheus. Era o 4-1 no fim da 1ª parte

Joelho direito de Lucas preocupa

Lucas Veríssimo deixou este domingo o jogo de maca. O central brasileiro ficou de imediato a queixar-se do joelho direito - no qual sofreu um estiramento do ligamento em 2018 ainda no Santos -, com as imagens a sugerirem que poderá ter feito uma torção. O defesa será esta segunda-feira reavaliado.

Rafa serve vitória com molho de Cebolinha
Odysseas –
Não conseguiu travar o remate cruzado de Ricardo Horta, mas esteve seguro nos momentos-chave.
Lucas Veríssimo –
Deixou abrir buraco na defesa que deu o golo do empate para o Braga.
Otamendi –
Permitiu ao adversário conquistar muito terreno no início, mas depois voltou a ser um general.
Vertonghen –
Fez o trabalho que lhe competia.
Gilberto
– Muitas faltas, mas algumas necessárias.
Weigl – Foi uma boa balança no meio-campo.
João Mário –
Circulou bem a bola até se lesionar.
Grimaldo –
Estava no sítio certo para marcar de cabeça o primeiro golo. E ainda esteve no apoio ao segundo.
Darwin –
Colocou velocidade nos flancos, fez o passe para o primeiro golo de Grimaldo e marcou o segundo.
Everton ‘Cebolinha’ –
Fez uma boa dupla com Rafa e foi fundamental nos lances do segundo e quarto golo. Marcou o quinto e o sexto golo.
Paulo Bernardo –
Deu velocidade e mostrou que é opção.
Morato –
Bons cortes na altura certa em várias ocasiões.
Gonçalo Ramos–
Refrescou.
Pizzi –
Aguentou o jogo.
D. Gonçalves –
Agitou.

Horta não sobrevive a tantas Toupeiras
Matheus – Mais vítima do que réu nos golos sofridos.
Fabiano – Nunca fechou o corredor. Deu via aberta até sair ao intervalo.
Paulo Oliveira – Noite horrível. Duro de rins e sem velocidade para os adversários.
Diogo Leite – Foi mais uma ‘toupeira’ que ‘cavou’ os buracos na defesa do Sp. Braga.
Sequeira – Estava ao mesmo nível (péssimo) dos colegas até sair por lesão.
Al Musrati – O ‘polvo’ desta vez não teve ‘tentáculos’ para agarrar o meio-campo.
Castro – Boa assistência para Horta marcar. E foi isso.
Galeno – Jogou a médio e a ala. Em nenhuma das posições foi influente.
Piazón – Uma nulidade.
Abel Ruiz – Tentou batalhar na frente, sem sucesso.
Francisco Moura – Não fez melhor do que Sequeira.
Yan Couto – Outro que não segurou Rafa, Everton ou quem lhe apareceu à frente.
Vitinha – Quarenta e cinco minutos de dura experiência.
Lucas Mineiro – Beneficiou do menor ritmo encarnado.
Iuri Medeiros – Melhor do que Piazón. Não era difícil...
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