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Correio da Manhã

Desporto
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Supercampeão com nota artística: Maravilha de Pote garante Supertaça ao Sporting

Na segunda parte a partida foi menos vistosa, com a equipa de Amorim a não deixar a de Carvalhal criar perigo.
Octávio Lopes, João Moniz e Mário Figueiredo 1 de Agosto de 2021 às 01:30
Pedro Gonçalves
Pedro Gonçalves FOTO: Nuno André Ferreira
Uma obra-prima de Pedro Gonçalves, Pote, resolveu este sábado o jogo em que o Sporting venceu (2-1) o Sp. Braga e conquistou a 9ª Supertaça da sua história. Um triunfo que se aceita, dado que a equipa de Rúben Amorim foi quase sempre mais perigosa do que a de Carlos Carvalhal.

Os guerreiros, contudo, começaram melhor. Dominaram. Não deixaram jogar o adversário, e só não marcaram logo aos 9’ porque Abel Ruiz, na área, atirou ao lado um passe de ‘morte’ de Ricardo Horta. O leão, tímido, respondeu num remate de Pote, para defesa apertada de Matheus.

Na segunda ameaça do Sp. Braga, golo. Ricardo Horta picou para Fransérgio. Gonçalo Inácio ficou a ver, foi à queima e ficou fora do lance. Fransérgio, em posição frontal, rematou rasteiro. A bola foi ao poste direito e resvalou para dentro da baliza de Adán. Tinham passado vinte minutos. Depois, o Sporting recompôs-se, sobretudo no meio-campo, em que os passes passaram a ser mais eficazes, alguns deles verticais a criar muito perigo. O ataque continuado do Sporting deu frutos no minuto 29. Grande passe de Nuno Mendes entre os centrais minhotos para Jovane correr solto para a área e disparar rasteiro, sem hipóteses para Matheus. Quatro minutos depois, nova grande jogada. Matheus Nunes soltou para Nuno Mendes ir à linha de fundo centrar para Pote rematar e... magnífica intervenção de Matheus. No minuto 43, a obra-prima da noite. Matheus Nunes recebeu um passe de Palhinha, meteu logo, por alto, em Pote que, de trivela, fez o 2-1. Um golão em qualquer parte do Mundo. Minutos depois acabava uma primeira parte espetacular. Com grande futebol.

Após o intervalo, a partida foi intensa, mas menos vistosa. O Sp. Braga voltou a ser a formação que criou o primeiro sinal de perigo, mas Coates, num soberbo corte, tirou o pão da boca a Ricardo Horta. Passado este lance, não mais os arsenalistas voltaram a apoquentar o extremo reduto leonino. O Sporting, por seu lado, entretinha-se a deixar correr o tempo, embora nunca descurasse o contragolpe ou jogadas bem delineadas que provocavam o pânico da defesa adversária. O resultado, aliás, só não foi mais volumoso porque Matheus brilhou num remate de Pote; Sequeira cortou ‘in extremis’ um remate para golo de Pote; e novamente Pote a rematar ao lado numa jogada em que o guarda-redes bracarense não estava na baliza.

Análise

+O golão de Pote
O segundo golo do Sporting foi sensacional. Pote, na direita, recebeu a bola de Matheus Nunes, dominou e rematou de pé direito, de trivela. Matheus ainda voou, mas nada pôde fazer. A bola entrou que nem um foguete no ângulo superior direito.

-Entradas duras
Palhinha, Pote, Matheus Nunes e Fransérgio tiveram entradas duras. Demasiado duras. Destoaram num jogo movimentado, intenso, em que as duas equipas lutaram durante os noventa minutos e, durante largos minutos, deram espetáculo.

Arbitragem: Bom trabalho
João Pinheiro mostrou este sábado que está a caminho de ser um dos melhores árbitros da atualidade. Deixou jogar. Não foi em fitas de alguns jogadores e mostrou os cartões que tinha de mostrar. Resumindo - fez um bom trabalho.

Trivela vale exibição com nota artística
Adán –
Sem trabalho e sem hipótese no golo.
Gonçalo Inácio –
Deixou-se surpreender por Fransérgio, que rodopiou e fez golo.
Coates –
Lutou muito para travar os avançados.
Feddal – 
Alguns passes erradas mas não complicou.
Esgaio –
Subiu pouco. Pareceu condicionado. o Matheus Nunes – Foi o motor. Fez a transição do jogo defensivo para o ofensivo com mestria. Grande passe no golo de Pedro Gonçalves.
Palhinha –
Faz o trabalho de sapa. Incansável na recuperação. Inicia a jogada do 2º golo.
Nuno Mendes –
É um predestinado. Grande visão de jogo e uma precisão de passe incrível. Assistiu Jovane no primeiro golo.
Pedro Gonçalves - Viu Matheus negar-lhe um golo com uma grande defesa. Redimiu-se com um golão de trivela que consumou a reviravolta no marcador. Teve nota artística elevada.
Jovane –
Quer agarrar o lugar e está a consegui-lo. Marcou o primeiro golo e esteve perto de bisar.
Paulinho –
Empenhado, mas quando falha acaba por ficar condicionado.
Tiago Tomás –
Refrescou o ataque e trouxe inquietação à defesa bracarense.
Nuno Santos –
Teve pouca bola. Ajudou a defender.
Matheus Reis – Uma falta perigosa perto da área.
Tabata – Remate de longe.

Cultivo de horta foi insuficiente
Matheus – Seguro aos 16’, 33’ e 53’. Perda de bola incrível aos 81’ quase dava golo.
Fabiano – Inexperiente, sofreu perante Nuno Mendes.
Paulo Oliveira – Dificuldades a controlar a profundidade. Batido por Jovane no 1-1.
Raúl Silva – Também sofreu com as bolas nas costas. Deixou Pote sozinho no 2-1.
Ricardo Horta - Na primeira parte, foi ele que criou os desequilíbrios a favor do Sp. Braga. Excelente assistência para Fransérgio marcar e mais um par de bons passes. Não teve o apoio necessário.
Sequeira – Foi o elemento mais regular da defesa.
Al Musrati – Competente na pressão em duelo aceso com Palhinha e Matheus Nunes.
André Horta – Esforçado, mas perdeu a luta no meio-campo com os adversários.
Fransérgio – Talento e eficácia na forma como fez o 0-1 mas esteve muito tempo desaparecido do jogo.
Abel Ruiz – Muito trabalho na frente de ataque. Sem oportunidades para marcar.
Galeno – Não criou grandes problemas a Ricardo Esgaio.
Tormena – Esteve um pouco melhor do que Raúl Silva.
Mario González – Pouco acrescentou ao ataque.
Roger Fernandes – Estreia oficial aos 15 anos.
João Novais – Pouco fez.
Vítor Oliveira – Idem.

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