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Correio da Manhã

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UEFA tenta evitar jogos entre ucranianos e bielorrussos nas provas europeias

Comité Executivo da UEFA já tinha decidido que nenhum jogo das suas provas poderia ser disputado em território bielorrusso.
Lusa 27 de Maio de 2022 às 17:09
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A UEFA aprovou o condicionamento dos sorteios das competições europeias de futebol, "com efeito imediato", a fim de evitar o cruzamento entre equipas ucranianas e bielorrussas, devido à guerra na Ucrânia, anunciou esta sexta-feira o organismo.

A decisão foi tomada pelo Comité Executivo da UEFA, que aprovou também um regulamento especial - com alterações motivadas pela pandemia de Covid-19 -da fase final do Europeu de 2022 feminino, no qual Portugal vai substituir a Rússia, que se tinha qualificado, mas foi suspensa devido à invasão da Ucrânia.

"A decisão tomada hoje destina-se a assegurar o normal funcionamento das provas da UEFA, na medida em que a segurança das equipas e de todos os participantes poderá não estar totalmente garantida devido à existência de um conflito militar", informou o organismo regulador do futebol europeu.

A UEFA já tinha decidido que nenhum jogo das suas provas poderia ser disputado em território bielorrusso e que, mesmo em outro país, teria de ser disputado à porta fechada, "uma vez que a invasão da Ucrânia pelo exército russo foi facilitada pela vizinha Bielorrússia".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

No âmbito do Europeu feminino, que se realiza entre 06 e 31 de julho de 2022, em Inglaterra, o Comité Executivo decidiu permitir "substituições ilimitadas de jogadoras, em caso de lesão grave ou doença [incluindo covid-19], antes do primeiro jogo, desde que com comprovação médica".

"As novas regras aplicam-se também às guarda-redes, que poderão ser substituídas antes de cada jogo do torneio, em caso de incapacidade física, mesmo que uma ou duas guarda-redes da lista de inscritos estejam disponíveis", precisou a UEFA.

A Covid-19 já provocou a morte de quase 6,3 milhões de mortes e mais de 527 milhões de casos em todo o mundo, de acordo com o mais recente balanço da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

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