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Correio da Manhã

Desporto

Uma goleada atirada fora: Portugal bate Azerbaijão no caminho para o Qatar

Resultado foi 3-0, mas podia e devia ter sido muito mais, tão frágil foi a oposição azeri.
Mário Pereira 8 de Setembro de 2021 às 08:25
Bruno Fernandes
Adeptos invadiram relvado para tirar selfies com Bruno Fernandes
Bruno Fernandes
Adeptos invadiram relvado para tirar selfies com Bruno Fernandes
Bruno Fernandes
Adeptos invadiram relvado para tirar selfies com Bruno Fernandes
Foi tão fácil como um-dois-três. Portugal ganhou tranquilamente no Azerbaijão mas desperdiçou soberana oportunidade de conseguir um resultado bem mais gordo. Exigência excessiva? Nada disso. É que na corrida ao primeiro lugar do grupo, o único que garante qualificação direta para a fase final do Mundial 2022, a questão dos golos poderá vir a ser decisiva. Para bem da nação, a Sérvia escorregou esta terça-feira na Rep. Irlanda (1-1). E com isso entregou a liderança isolada do grupo aos lusos. Mas se eventualmente no derradeiro jogo, Portugal-Sérvia, ambas as seleções estiverem igualadas em pontos, nesse caso, o empate servirá a quem tiver melhor diferença entre golos marcados e sofridos. Contas. Certo é que, para já, estamos lançados para o Qatar.

O jogo desta terça-feira teve sentido único. Portugal acabou quase com 70 por cento de posse de bola e 19 remates feitos à baliza azeri. Domínio que justificava mais acerto. É certo que desta vez não havia Cristiano Ronaldo. Mas o assunto também pode ser visto ao contrário: não havia a obsessão de jogar ele.

Outro dado de relevo: mantém-se viva a ideia de que sem CR7 em campo, Bruno Fernandes ‘respira’ melhor. Incompatibilidade pura ou inabilidade do selecionador para acertar devidamente as peças do puzzle? Breve saberemos, quando ambos se juntarem em Manchester.

No balanço geral do jogo, convém então falar dos três golos, com assinatura dos homens do tridente ofensivo: Bernardo Silva, André Silva e Diogo Jota. Dois na primeira parte, o restante na segunda. Isso é que vai ficar para a história. Do resto, fica apenas a recordação de alguns toques de classe e de uma goleada gorda atirada fora.

Santos: “Quantidade de golos não está bem”
“Era um jogo de paciência. Fizemos uma boa exibição. A única coisa do resultado que não está bem foi a quantidade de golos que fizémos”, disse o selecionador Fernando Santos.
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