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Correio da Manhã

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Médico admite ter "penetrado manualmente" várias ginastas olímpicas

Larry Nassar assumiu ter violado três atletas olímpicas medalhadas.
Lusa 22 de Novembro de 2017 às 17:45
Larry Nassar
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Larry Nassar, antigo médico da equipa de ginástica dos Estados Unidos, admitiu em tribunal ter abusado sexualmente de várias raparigas.

Nassar assumiu ter abordado várias raparigas enquanto trabalhava para a equipa de ginástica dos Estados Unidos e para a Universidade do Michigan. O homem enfrenta agora uma pena de prisão que poderá ir até 25 anos.

O clínico foi formalmente acusado de assediar sete raparigas, a maioria das quais na clínica do 'campus' universitário do Michigan e na sua área de residência, em Lansing.

Em audiência, no tribunal de Ingham, Nassar reconheceu ter "penetrado manualmente" as vítimas e assumiu que a sua conduta não tinha qualquer propósito médico, nem foi consentida pelas raparigas.

O Ministério Público pediu uma pena mínima de prisão de 25 anos, mas o juiz pode determinar que esta chegue aos 40.

As raparigas testemunharam em tribunar e afirmaram que Nassar as tinha violado com as mãos, por vezes na presença de um dos pais, quando procuravam ajuda para resolver lesões contraídas na ginástica.

"Ele convenceu as miúdas que aquele era um tratamento legítimo. Por que deveriam elas questioná-los? Como se questiona um Deus da ginástica?", argumentou a assistente do procurador-geral, Angela Poviliatis.

Paralelamente, Nassar está a ser acusado de crimes similares em Eaton County, a localidade de um clube de ginástica de elite. Preso no Michigan, aguarda ainda a sentença de um outro caso, relativo a pornografia infantil.

Gabby Douglas, três vezes medalha de ouro olímpica, revelou que sofreu "abusos". A denúncia foi feita quando se desculpava por um comentário que fez sobre a postura da antiga colega de equipa Aly Raisman em relação a vítimas de abuso sexual: "Independentemente daquilo que vistas, isso não dá nunca o direito a ninguém de te assediar ou abusar de ti. Seria como dizer que, por causa do maiô que usamos, tivemos a culpa de Larry Nassar ter abusado de nós".

A atleta sucedeu assim a Aly Raisman e a McKayla Maroney, tornando-se na terceira da equipa feminina de ginástica "Fierce Five" a afirmar publicamente que foi vítima de Larry Nassar, que trabalhou quase duas décadas como médico da seleção de ginástica dos Estados Unidos até ser demitido em 2015.
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