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Atleta bielorrussa pede asilo após recusar ordens para regressar ao país

Krystsina Tsimanouskaya diz que teme pela vida se for obrigada a regressar depois de ter criticado os treinadores.
Correio da Manhã 3 de Agosto de 2021 às 08:57
Krystsina Tsimanouskaya  (à esquerda) diz que teme pela sua vida se for obrigada a regressar à Bielorrússia, e ontem pediu asilo na embaixada da Polónia em Tóquio
Krystsina Tsimanouskaya (à esquerda) diz que teme pela sua vida se for obrigada a regressar à Bielorrússia, e ontem pediu asilo na embaixada da Polónia em Tóquio FOTO: Valdrin Xhemaj / EPA
A atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya pediu esta segunda-feira asilo na embaixada da Polónia em Tóquio, um dia após ter recusado ordens para regressar ao seu país por ter criticado os treinadores. Diz que teme pela sua vida se for obrigada a regressar à Bielorrússia.

Tsimanouskaya, que devia ter competido esta segunda-feira nas eliminatórias dos 200 metros, contou que o treinador foi ao seu quarto na Aldeia Olímpica no domingo e lhe ordenou que fizesse a mala para regressar imediatamente à Bielorrússia. Foi levada ao aeroporto, mas recusou-se a embarcar no avião, tendo pedido ajuda à polícia japonesa, afirmando temer represálias das autoridades bielorrussas. A atleta, de 23 anos, diz que a ordem de expulsá-la da equipa “veio de cima” e está relacionada com as acusações de “negligência” e “falta de organização” que fez no Instagram aos treinadores e ao Comité Olímpico do seu país após ter sido informada de surpresa de que teria de competir nos 4x400 metros estafetas, prova para a qual não estava preparada.

Krystsina Tsimanouskaya (à esquerda) diz que teme pela sua vida se for obrigada a regressar à Bielorrússia, e ontem pediu asilo na embaixada da Polónia em Tóquio.
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