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Correio da Manhã

Desporto
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"É a coisa mais horrível da minha vida": Auriol Dongmo a cinco centímetros do pódio

Atleta lusa do lançamento do peso terminou o concurso com 19,57 metros.
Sara Guterres 2 de Agosto de 2021 às 08:42
Auriol Dongmo a cinco centímetros do pódio nos Jogos Olímpicos
Auriol Dongmo em lágrimas no final da prova
Auriol Dongmo a cinco centímetros do pódio nos Jogos Olímpicos
Auriol Dongmo em lágrimas no final da prova
Auriol Dongmo a cinco centímetros do pódio nos Jogos Olímpicos
Auriol Dongmo em lágrimas no final da prova
"Dói-me muito. É a coisa mais horrível da minha vida.” Foi assim que Auriol Dongmo reagiu, em lágrimas, ao quarto lugar no lançamento do peso. Na estreia olímpica por Portugal e a dois dias de fazer 31 anos, a atleta portuguesa ‘morreu na praia’ por míseros cinco centímetros, o equivalente a um fósforo: “Não há nada a fazer. Estava a sentir-me bem, mesmo no aquecimento. Não sei o que se passou. Há coisas que não consigo explicar.”

Campeã da Europa em pista coberta em 2021, Auriol Dongmo chegou a Tóquio com a quinta melhor marca do ano (19,75 m) e o objetivo era melhorar o recorde nacional. “Estive focada até ao fim. Já fiz 20 metros em treino e estava com a esperança de que conseguiria fazer hoje [ontem]. Custa ainda mais ficar em quarto lugar, tão perto do terceiro”, lamentou Dongmo, que terminou o concurso com 19,57 metros.

Agora, é preciso seguir em frente e a atleta do Sporting está já de baterias apontadas a novos desafios. Até porque, em 2024, há mais uma edição dos Jogos Olímpicos, em Paris: “Prometo que vou continuar a trabalhar e dar tudo para estar melhor. (...) Tudo o que acontece na nossa vida é porque Deus quer.”

Por cinco centímetros se ganha, por cinco centímetros se perde. Dongmo deixou escapar a medalha de bronze para a neozelandesa Valerie Adams (19,62 m). Com a prata ficou a norte-americana Raven Saunders (19,79 m) e a chinesa Lijiao Gong é a nova campeã olímpica do lançamento do peso, com 20,58 metros.

Quem são os campeões dos Jogos? Quem ganhou mais provas ou quem tem mais medalhas? Para o Comité Olímpico Internacional, o vencedor é o país com maior número de vitórias, mas os EUA, que lideram em presenças no pódio, não estão de acordo. Uma posição refletida nos principais órgãos de comunicação social norte-americanos, que optaram por um ranking próprio, em que os EUA assumem o primeiro lugar.

Nem sempre a questão se colocou, já que normalmente os Estados Unidos lideram nas duas vertentes (mais vitórias e mais medalhas). Mas este ano, ao fim de nove dias de competição, a China não dá tréguas, liderando desde o início em número de primeiros lugares. E o Japão também está a ‘morder os calcanhares’ dos EUA, alimentando a esperança de chegar ao segundo lugar no que toca a medalhas de ouro.

No caso português, a contabilidade geral de medalhas também permitiria à representação nacional dar um salto na tabela, já que são vários os países com apenas uma medalha, ainda que de ouro, à frente da equipa lusa.

pormenores
Dupla de vela  
Os irmãos Diogo Costa e Pedro Costa ficaram mais distantes da ‘medal race’, caindo para a 13ª posição na classe 470, com os 10º e 16º lugares nas 7ª e 8ª regatas.

Ténis de mesa
O ténis de mesa português despediu-se de Tóquio nos oitavos de final do torneio por equipas, depois da derrota (0-3) frente à Alemanha, campeã da Europa.

Ricardo afastado
O velocista Ricardo dos Santos, de 26 anos, foi afastado das semifinais dos 400 metros, ao terminar a primeira série de qualificação no sétimo lugar.

missão já cumpriu o objetivo
A missão portuguesa já cumpriu o objetivo assumido no que toca às medalhas. No contrato-programa que o Comité Olímpico de Portugal assinou com o Estado aquando do financiamento dos atletas, ficou estipulada a conquista de duas medalhas, sem se especificar se seriam de ouro, prata ou bronze. Portugal tem ainda como meta 12 diplomas olímpicos (até ao 8º lugar) e 22 classificações até à 16ª posição.

andebol: críticas após eliminação frente ao japão
A seleção portuguesa de andebol falhou a qualificação para os quartos de final, ao perder (30-31) com o Japão. “As outras seleções chegaram 4/5 dias antes. Nós estamos bem e eles mal? Ou será ao contrário? Precisávamos de 11/12 dias para estarmos no máximo”, disse o selecionador Paulo Jorge Pereira, que criticou a falta de apoio.
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