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Correio da Manhã

Desporto
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Lima e Costa com esperança no pódio na regata das medalhas na classe 49er dos Jogos Olímpicos

Velejadores nacionais partem em sexto lugar a 20 pontos dos líderes neozelandeses.
Mário Figueiredo 1 de Agosto de 2021 às 09:36
Velejadores Jorge Lima e José Costa
Velejadores Jorge Lima e José Costa FOTO: José Coelho / Lusa
"A esperança é última a morrer. Viemos com uma postura e vamos mantê-la: profissionalismo, honrar a nossa bandeira e cores nacionais, e tentar dar grandes alegrias às nossas famílias, amigos e a Portugal.” É este o desejo dos velejadores portugueses Jorge Lima e José Costa, que este sábado se qualificaram para a regata das medalhas na classe 49er.

A vela portuguesa chegou assim à sua primeira ‘medal race’ em Tóquio, com a dupla nacional a partir do 6º lugar para a regata decisiva, que se disputa esta segunda-feira, às 12h00.

Este sábado, com três regatas para disputar (da 10ª à 12ª), a experiente equipa portuguesa começou com um 11º lugar, com ventos fracos e instáveis. Contudo, quando estes perderam a imprevisibilidade, os portugueses navegaram como mais gostam e obtiveram duas quartas posições. Resultados que valeram a qualificação e que foram vistos como “a confirmação do verdadeiro potencial”.

Lima reconhece que chegar ao pódio “não está nas mãos” da equipa. “Dependemos do resultado de outros, mas vamos à luta, com empenho e compromisso. Lutaremos enquanto for possível. Não é fácil, mas não somos de desistir”, referiu.

Os portugueses, especialistas a velejar em ventos fracos, partem com 72 pontos, a 20 dos líderes, os neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke, com 52, que têm vantagem de quatro pontos para as duplas da Grã-Bretanha e da Espanha (56).

Irmãos costa confiantes
Os irmãos Pedro e Diogo Costa acreditam que podem atingir a ‘medal race’ da classe 470 de vela, sobretudo conseguindo gerir amanhã “a pressão de quem não pode falhar”.

pormenores
Nascimento falha
O velocista Carlos Nascimento (10,37 s) ficou-se pelas eliminatórias dos 100 metros ao ser 7º na 3ª série. Ficou em 45º.

Irina Rodrigues desiludida
“Não foi uma prestação positiva”, disse Irina Rodrigues, que ficou fora da final do lançamento do disco. Fez 57,03 metros e ficou em 11º lugar do Grupo A.

Juiz português no bronze
Paulo Duarte realizou “um sonho” ao arbitrar a atribuição do bronze no torneio feminino de râguebi ‘sevens’ (ilhas Fiji venceram a Grã-Bretanha por 21-12).

Queniano acusa doping
O velocista queniano Mark Odhiambo (100 metros) é o primeiro caso de doping em Tóquio. Acusou positivo a um esteroide, mas já não fez a prova.

Liliana cá na final do lançamento do disco
Liliana Cá garantiu este sábado um lugar na final de amanhã do lançamento do disco ao ficar entre as oito primeiras com um arremesso de 62,85 metros.

Diogo abreu em 11º no trampolim
Diogo Abreu igualou o 2.º melhor registo nacional no trampolim ao ficar no 11.º lugar. Só é ultrapassado por Nuno Merino (6.º).
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