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Correio da Manhã

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Tóquio enaltece diversidade e inclusão nos Paralímpicos no 'até já' a Paris2024

Japoneses mostraram o que Tóquio quis ser para todos os atletas paralímpicos: uma cidade onde as diferenças brilham.
Lusa 5 de Setembro de 2021 às 14:33
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
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Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
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Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos
Tóquio despediu-se este domingo dos Jogos Paralímpicos, passando o testemunho a Paris, numa cerimónia que enalteceu os valores da diversidade e da inclusão e na qual o medalhado Norberto Mourão foi o porta-estandarte de Portugal.

Na despedida dos Jogos, os segundos que organizaram depois de 1964, os japoneses mostraram, sem a espetacularidade de outras cerimónias de encerramento, o que Tóquio quis ser para todos os atletas paralímpicos: uma cidade onde as diferenças brilham.

Com o imperador Naruhito na tribuna do estádio, uma cidade colorida foi-se construindo no centro da festa, enquanto as bandeiras de todos os países participantes iam desfilando e colorindo um espaço, no qual o público voltou a ser o grande ausente, como aconteceu nas competições, devido à pandemia de Covid-19.

A bandeira portuguesa, transportada pelo canoísta Norberto Mourão, medalha de bronze nos 200 metros VL2, foi a 77.ª a entrar, num desfile que juntou representantes de 166 delegações, e que começou com a equipa de refugiados, que competem sob a bandeira paralímpica.

No adeus a Tóquio, onde esteve içada desde 24 de agosto, a bandeira paralímpica passou das mãos de Koike Yuriko, governador de Tóquio, para Andrew Parsons, o líder do Comité Paralímpico Internacional (IPC), que a entregou a Anne Hidalgo, a presidente da câmara de Paris.

Seiko Hashimoto, a presidente do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, lembrou o lema das duas competições, que se baseou na mudança que o desporto pode fazer no mundo e no futuro, e manifestou o desejo de que a mensagem de Tóquio2020 seja "uma esperança e uma luz" para as futuras gerações.

O presidente do IPC, o brasileiro Andrew Parsons, agradeceu a todos quantos tornaram possível o evento, adiado por um ano devido à pandemia de covid-19 e voltou a lembrar o compromisso do organismo com o movimento #WeThe15, que tem como objetivo transformar a vida de 1,2 mil milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, que representam 15% da população mundial.

"Devemos comprometermo-nos todos para sermos a força de mudança, que derruba barreiras e faz a diferença. Juntos podemos mudar a vida de 15% da população mundial", disse o presidente do IPC, deixando um pedido: "Juntem-se a nós no movimento #WeThe15."

A França "agarrou" os Jogos de 2024, mostrando imagens de Paris e de atletas em competição, num vídeo passado nos écrans do estádio, que, como não podia deixar de ser, fechou com a bandeira com o logótipo dos próximos Jogos, colocada no alto da Torre Eiffel.

A pira desenhada pelo canadiano educado em Tóquio Oki Sato, que já tinha iluminado os Jogos Olímpicos, fechou-se ao som de canção "What a wonderful world", e a chama paralímpica voltará a brilhar em 2024 em Paris, numa olimpíada que durará apenas três anos, devido à pandemia de covid-19.

Portugal, que esteve representado por 33 atletas de oito modalidades, sai de Tóquio com duas medalhas de bronze e 23 diplomas, ocupando o 77.º lugar num 'medalheiro' liderado pela China.

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