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Correio da Manhã

Economia

Assembleia de credores da Groundforce aprova recuperação da empresa

Dívida total, entre o que é reclamado e o que se encontra na contabilidade, ultrapassa os 154 milhões de euros.
Lusa 22 de Setembro de 2021 às 17:30
Groundforce
Groundforce FOTO: CMTV
Aeroportos de Portugal conta com um lugar de destaque entre os credores da Groundforce, com 12,6 milhões de euros em dívidas reconhecidas na lista.

O Estado também está a reclamar dívidas à empresa, com a Segurança Social a ver reconhecidos 10,4 milhões de euros, relativos a contribuições e a um apoio devido à covid-19.

O BCP viu reconhecida uma dívida de mais de dois milhões de euros, montante semelhante ao pedido pela seguradora Fidelidade.

Num relatório, a que a Lusa teve acesso, esta terça-feira, os administradores de insolvência, Bruno Costa Pereira e Pedro Pidwell, defendem que "a posição que melhor acautelará o interesse dos credores" passa por "se deliberar no sentido da manutenção do estabelecimento em atividade, com a consequente suspensão da liquidação e partilha do ativo, e a concessão e prazo para que se possa ver apresentado um plano de recuperação".

No relatório lê-se ainda que "só a manutenção da atividade e a preservação do emprego permitirá que não se perca todo o 'know-how' existente e que não se tornem exigíveis as indemnizações por cessação dos contratos de trabalho, o que, de ocorrer, levaria ao incremento dos passivos, em prejuízo da generalidade dos credores".

Os administradores de insolvência alertam ainda para o facto de que, "por força da especificidade do negócio desenvolvido pela insolvente, o encerramento sempre redundaria em dificuldades sérias na gestão aeroportuária, com consequências nefastas que não se circunscrevem no perímetro dos diretamente envolvidos no presente processo e que poderiam prejudicar, em última instância, a imagem externa" de Portugal.

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa decretou no dia 04 de agosto a insolvência da SPdH (Groundforce), anunciou a TAP, que tinha feito um requerimento nesse sentido, no dia 10 de maio.

A insolvência da Groundforce deverá interferir, ou pelo menos atrasar a venda das ações que o Montepio detém na empresa, como resultado do incumprimento de uma dívida por parte do principal acionista da empresa de 'handling', a Pasogal, de Alfredo Casimiro.

O Governo estava à espera do resultado desta venda antes de avançar com outra solução, que passará por uma "mudança acionista indispensável para a viabilização da empresa", segundo um comunicado divulgado em 21 de julho.

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