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Correio da Manhã

Economia
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Banco Central Europeu prevê primeiro trimestre negativo para a economia europeia

Lagarde antecipa primeiro trimestre negativo e acelera compra de ativos.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 23 de Abril de 2021 às 08:32
Lagarde  diz que é “prematuro” abandonar os estímulos à economia nesta altura
Números do Banco de Portugal
Lagarde  diz que é “prematuro” abandonar os estímulos à economia nesta altura
Números do Banco de Portugal
Lagarde  diz que é “prematuro” abandonar os estímulos à economia nesta altura
Números do Banco de Portugal
A presidente do Banco Central Europeu (BCE) antecipa um primeiro trimestre de 2021 com um crescimento negativo, mas mantém as projeções de crescimento económico para o segundo semestre do ano de 1,3%. Christine Lagarde disse esta quinta-feira no final de mais uma reunião do Conselho de Governadores do BCE, que deixou inalteradas as taxas de juro, que “a economia europeia caminha apoiada em duas muletas; uma muleta fiscal outra muleta monetária. As economias da zona euro têm de atravessar a ponte da pandemia para chegar a terreno seguro e sustentável para que possam caminhar de forma autónoma”.

Lagarde disse que o consumo privado ficou no primeiro trimestre de 2021 abaixo do registado no período homólogo de 2020 e muito abaixo dos níveis pré-pandemia, com o setor dos serviços a mostrar alguns sinais de recuperação. A presidente do BCE considera “prematuro”estar a falar de uma retirada dos estímulos extraordinários à economia. Bem pelo contrário, Lagarde disse que o BCE vai acelerar a compra de dívida em relação aos primeiros dois meses de 2021, continuando a manter o limite em 1,85 biliões de euros, que agora é alargado no tempo até março de 2022.

Entretanto, a Comissão Europeia revelou um estudo em que descarta completamente o contributo da poupança acumulada durante a pandemia para a recuperação económica. Os dados do estudo mostram que quem mais poupou foi quem já mais ganhava, e estes não vão mudar o seu padrão de consumo. Já as famílias mais jovens e com rendimentos mais baixos, foram as que mais sofreram com a quebra de rendimentos, endividando-se, inclusive, para manter o seu nível de vida. Em Portugal, segundo dados revelados pela Unicre, os centros comerciais faturaram mais 25% na passada segunda-feira do que na média registada nas segundas-feiras de abril de 2019.

As famílias e as empresas estão mais endividadas
As famílias e as empresas portuguesas estão mais endividadas. Segundo os últimos números do Banco de Portugal, o endividamento aumentou 5395 milhões de euros em fevereiro face ao mês anterior, para 751.399 milhões, superando o valor homólogo em quase 24.000 milhões de euros. Nestes números está incluído o endividamento do Estado sobretudo ao setor financeiro (2400 milhões).
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