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Correio da Manhã

Economia
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Bitcoin em "montanha russa" com esforços de regulação chineses

Preço de Bitcoin mantém-se altamente volátil, tendo caído abaixo de 30 mil dólares (cerca de 25 mil euros) pela primeira vez desde final de janeiro.
Lusa 23 de Junho de 2021 às 00:34
Bitcoin
Bitcoin FOTO: Getty Images
O preço de Bitcoin mantém-se altamente volátil, tendo caído abaixo de 30 mil dólares (cerca de 25 mil euros) pela primeira vez desde final de janeiro, devido aos esforços chineses para regular as criptomoedas.

Ao início da tarde de terça-feira, a Bitcoin estava a ser negociada a 29.662 dólares (-8,95%), depois de ter tocado mínimos de cinco meses ao valer 29.334 dólares. Mas, ao final de mais um dia de "montanha russa", a criptomoeda já valia 32.674 dólares (+0,17%).

A muito volátil criptomoeda continua em alta desde o início do ano, mas regista uma queda de cerca de 50% em relação ao seu máximo histórico, em meados de abril, de 64.870 dólares (cerca de 54 mil euros).

"A preocupação do Governo chinês e o medo de que a aceitação da bitcoin e outras criptomoedas seja atrasada pelo seu impacto ambiental pesam no mercado", comentou Fawad Razaqzada, analista da ThinkMarkets, citado pela AFP.

Várias províncias da China suspenderam a "mineração" da criptomoeda Bitcoin, a pedido do Governo chinês, que lançou uma campanha contra aquelas operações, devido ao seu alto consumo de eletricidade.

O processo de "mineração" recorre a supercomputadores, que resolvem cálculos complexos, visando validar transações com criptomoedas. O computador mais rápido recebe dinheiro digital em troca.

Isto envolve um grande consumo de eletricidade, não só dos próprios computadores, mas também dos sistemas de refrigeração necessários para o seu funcionamento.

A campanha de Pequim contra criptomoedas visa não só poupar energia, mas também reduzir as emissões de carbono derivadas da sua produção. As ordens também se inserem nos planos de redução do Governo de reduzir os riscos financeiros.

Os "mineiros" chineses controlavam até 65% do poder de computação mundial dedicado à "mineração" de bitcoins.

Segundo o portal de notícias Sohu, a província central de Sichuan -- uma das principais produtoras de energia hidroelétrica do país -- foi a última a emitir uma ordem de suspensão daquelas operações, depois de Qinghai (nordeste), Mongólia Interior (norte), Yunnan (sul) ou Xinjiang (noroeste).

Estas áreas eram atrativas para a "mineração", devido aos baixos custos da eletricidade.

As autoridades de Sichuan investigaram 26 empresas envolvidas naquele tipo de operação e ordenaram o seu encerramento, no domingo, e exigiram que os fornecedores de eletricidade verificassem esta semana se os seus clientes estão envolvidos na "mineração".

Em caso afirmativo, devem ser desconectados da rede.

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