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Correio da Manhã

Economia
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Consumo das famílias cai na zona euro no primeiro trimestre enquanto rendimento sobe

Portugal registou subidas de 2,5 pp na taxa de poupança.
Lusa 28 de Julho de 2021 às 10:48
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Dinheiro FOTO: Getty Images
O consumo real 'per capita' das famílias caiu 1,6% no primeiro trimestre na zona euro, quando o rendimento real dos agregados familiares subiu 0,4% e o rendimento bruto cresceu 1,6%, anunciou hoje o Eurostat.

Dados hoje divulgados pelo serviço estatístico comunitário, o Eurostat, revelam que, no primeiro trimestre de 2021, o consumo real 'per capita' das famílias baixou 1,6% na zona euro, após ter diminuído 2,6% no trimestre anterior.

Por seu lado, o rendimento real 'per capita' das famílias aumentou no primeiro trimestre de 2021 em 0,4%, após uma redução de 0,8% no quarto trimestre de 2020.

No conjunto da União Europeia (UE), o consumo real 'per capita' das famílias diminuiu 1,5% no primeiro trimestre de 2021, após um decréscimo de 2,2% no trimestre anterior.

Ao mesmo tempo, o rendimento real 'per capita' das famílias aumentou 1,1% no primeiro trimestre de 2021 na UE, após um decréscimo de 0,3% no quarto trimestre de 2020.

No que toca ao disponível bruto das famílias (ajustado sazonalmente), aumentou 1,6% na zona euro e 2,3% na UE entre janeiro e março deste ano, com o Eurostat a justificar que, "em ambos os casos, o maior contribuinte positivo foi o dos impostos correntes e das contribuições sociais líquidas".

"Os benefícios sociais, a remuneração dos empregados e o excedente bruto de exploração e o rendimento misto bruto também contribuíram positivamente", acrescenta.

Portugal seguiu esta tendência europeia, com o consumo dos agregados familiares a cair 3,6% nos primeiros três meses do ano.

Já o rendimento disponível bruto das famílias em Portugal fugiu à tendência comunitária, a cair 0,7% no primeiro trimestre de 2021.

Também hoje confirmados pelo gabinete estatístico comunitário foram os dados relativos à taxa de poupança das famílias, que aumentou 2,1 pontos percentuais (pp) na zona euro para 21,5% e subiu 2,5 pp na UE para 21%.

"A taxa de poupança aumentou quando o rendimento bruto disponível aumentou a um ritmo mais rápido do que a despesa de consumo individual", assinala o Eurostat.

O gabinete estatístico precisa que a taxa de poupança das famílias aumentou em nove dos Estados-membros para os quais existem dados disponíveis relativos ao primeiro trimestre, sendo que os maiores aumentos foram observados na Dinamarca (+9,6 pp) e na Holanda (+6,4 pp).

Já as maiores diminuições foram observadas na Áustria (-6,9 pp) e na Polónia (-3,9 pp).

Ainda nos primeiros três meses do ano, a taxa de investimento das famílias manteve-se estável, como confirmado hoje pelo Eurostat, subindo ligeiramente em 0,1 pontos percentuais na zona euro para 9,2% e permanecendo estável na UE para 8,9%.

Entre os Estados-membros para os quais existem dados disponíveis, oito Estados-membros registaram um aumento da taxa de investimento das famílias, verificando-se os valores mais elevados na Áustria (+1,4 pp) e na Polónia (+1,1 pp).

A taxa de investimento das famílias permaneceu estável em três Estados-membros e diminuiu noutros quatro, com as maiores reduções a serem observadas na Hungria (-3,6 pp) e na Irlanda (-1,1 pp).

Portugal registou subidas de 2,5 pp na taxa de poupança e de 0,3 pp na taxa de investimento entre janeiro e março de 2021, ainda de acordo com o Eurostat.

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