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Correio da Manhã

Economia
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Empresa anglo-americana investe 3,5 mil milhões de euros em projeto que cria 1200 novos empregos em Sines

Para o primeiro-ministro “será um dos grandes centros do desenvolvimento económico”.
Salomé Pinto 24 de Abril de 2021 às 16:42
Costa diz que este investimento é um exemplo de liderança na “transição digital e transição climática”
Costa diz que este investimento é um exemplo de liderança na “transição digital e transição climática” FOTO: TIAGO CANHOTO/LUSA
Em Sines vai nascer um dos maiores centros de dados da Europa. Com um investimento até 3,5 mil milhões de euros da empresa anglo-americana Start Campus, o projeto designado Sines 4.0 vai permitir criar 1200 postos de trabalho diretos e 8 mil indiretos até 2025. “Será um dos grandes centros do desenvolvimento económico do País”, defendeu esta sexta-feira o primeiro-ministro, António Costa, na cerimónia de apresentação do Sines 4.0.

Este megacentro pretende responder à crescente procura de processamento e armazenagem de dados, de serviços de ‘streaming’, ‘social media’, ‘ecommerce’, ‘gaming’, educação online ou videoconferência. A construção dos cinco edifícios deste parque tecnológico arranca em 2022 e o primeiro prédio será inaugurado em 2025. “Numa economia do futuro, a circulação de dados é crucial e Sines é o local de excelência para instalação de novos cabos de interconexão digital entre a Europa e outros destinos”, destacou Costa. Através deste projeto, que irá recorrer às energias renováveis para a alimentação e arrefecimento das estruturas, António Costa defende ser possível “conjugar a ambição de liderar a transição digital e a transição climática”.

“Campeão” no hidrogénio verde na Europa
O primeiro-ministro realçou que o País tem “a energia solar mais barata à escala mundial”, fator que pode contribuir para tornar Sines num “campeão da produção de hidrogénio verde” na Europa. Em Sines, onde fechou recentemente a central termoelétrica da EDP, deixará de ser produzida energia a partir do carvão, mas passará a ser produzida energia “através de hidrogénio verde”, lembrou Costa.
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